Petrobras: risco do pré-sal é praticamente nulo

O risco de exploração de petróleo da camada pré-sal é praticamente nulo, disse o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, em Nova York. E, por isso, concordou o executivo com a ponderação de um jornalista, o governo deveria ter uma parcela maior no controle da riqueza potencial. "Não é um problema ideológico, (trata-se de) quem toma o risco e de quem vai ser recompensado", afirmou. "A situação atual em grande parte do globo tem PSA (Acordo de Compartilhamento de Produção), apenas poucos países têm concessão, e o Brasil é o único entre os 15 maiores que tem tipos tão livres de contratos orientados para investimentos. Ninguém tem coisas como o Brasil tem, nem mesmo os EUA", disse em entrevista após palestra organizada pela Câmara de Comércio Brasil-EUA.Gabrielli pontuou que há perspectiva muito grande para riqueza no futuro. "Acredito que o governo brasileiro deveria ter o direito da decisão sobre o que fazer, mantendo as condições atuais. As companhias que aí já estão tomaram o risco quando tiveram de tomar", argumentou. Para ele, a questão não se trata particularmente de investidores estrangeiros. "O problema é quem vai tomar o risco exploratório", reiterou. O pré-sal é uma camada ultraprofunda de reservatórios que se encontram no subsolo do litoral do Espírito Santo a Santa Catarina. Lá estão reservas de grande potencial, como a de Tupi.PIBDe acordo com Gabrielli, a participação da indústria de petróleo no PIB brasileiro tem aumentado significativamente. "Acredito que hoje devemos ter saído de algo em torno de 6% para uma contribuição em torno de 10%", completou. As estimativas oficiais apontam a participação em torno de 2% a 4%, citou ele, ao ressalvar que são baseadas em números antigos e há indícios de que a participação é muito maior do que os indicadores estão captando. RefinariasGabrielli informou que as duas refinarias premium da companhia estão em "fase final de estudos", uma com produção diária estimada em 600 mil barris e outra com 300 mil barris. "Vão ser construídas em fases; é a única coisa que posso confirmar. As outras coisas seguem processo de decisão interno", informou em entrevista após palestra organizada pela Câmara de Comércio Brasil-EUA.

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