Petrobras será a segunda maior investidora na Bolívia

São mais de US$ 1,35 bilhão programados para este ano por 12 empresas transnacionais e pela estatal YPFB

Efe com Denise Chrispim Marin de O Estado de S. Paulo

04 de janeiro de 2008 | 04h39

A Petrobras e a subsidiária Pesa investirão US$ 263 milhões na Bolívia este ano. A companhia hispano-argentina Repsol YPF e a filial Andina representam o maior investimento no país, com US$ 292 milhões, segundo um relatório oficial divulgado na quinta-feira, 3.   Os números são parte dos mais de US$ 1,35 bilhão programados para este ano por 12 empresas transnacionais e pela estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) em seus investimentos e custos operacionais.   A terceira maior investidora será a Chaco, filial do grupo British Petroleum, com um total de US$ 215 milhões. Depois virão a argentina Pluspetrol, com US$ 84,8 milhões; a British Gas, com US$ 38,8 milhões; e a franco-belga TotalFinaElf, com US$ 38 milhões.   No total, as empresas privadas deverão investir US$ 967 milhões, sendo US$ 876,5 milhões para o desenvolvimento dos campos de gás e petróleo e US$ 90,5 milhões para despesas operacionais.   Além disso, a estatal YPFB investirá de forma direta US$ 182,3 milhões em negócios e serviços do setor, e mais US$ 36,3 milhões nas duas refinarias compradas da Petrobras no processo de nacionalização. Outros US$ 170,8 milhões serão investidos na ampliação da rede de gasodutos do país, administrada pela Transredes, filial da britânica Ashmore, segundo o relatório.   Corte de gás   Os contratos de venda de gás para o Brasil e Argentina são serão cumpridos plenamente, afirmou o governo da Bolívia, nesta quinta-feira, 3. Um convite para discussão de soluções para a repartição de combustíveis, em caso de demanda elevada nos mercados, já foi feito.   Atualmente, a produção atual é de cerca de 40 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural. A demanda, interna e externa, é de 46 milhões de metros cúbicos.    O contrato da Petrobras de gás de 31 milhões de metros cúbicos de gás para São Paulo será cumprido.   De acordo com o Itamaraty, o governo brasileiro disse que não concordará com a decisão da Bolívia de cortar o fornecimento de gás para a TermoCuiabá em 2008.   Segundo o governo, a medida atropela o espírito de conciliação, celebrado entre os dois países durante a visita de Lula a La Paz, em 17 de dezembro. Nessa data a Petrobrás prometeu investir US$ 1 bilhão na ampliação da produção na Bolívia.

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