Petrobras só aceitará reajuste zero para o gás

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, apresenta quarta-feira ao representante da boliviana YPFB proposta de reajuste zero para o gás. A estatal brasileira vai alegar que não há razão para aprovar um novo preço agora. Os bolivianos já comunicaram a intenção de aumentar o preço do gás em mais de 60%. "A YPFB quer uma coisa e nós outra. Partiremos então para uma negociação, como é absolutamente natural, racional e tradicional entre duas empresas", argumentou Gabrielli, em entrevista, na segunda-feira, após solenidade no Espírito Santo.O executivo viajou ontem mesmo a Caracas, na Venezuela, onde deve encontrar-se com representantes da PDVSA, estatal venezuelana, para discutir investimentos em comum entre ambas as companhias. Em seguida, partirá para La Paz, capital boliviana, onde se reúne com o presidente da YBFB, na presença do ministro de Minas e Energia do Brasil, Silas Rondeau, e de Hidrocarbonetos da Bolívia, André Solis Rada. Gabrielli negou que haja qualquer ligação entre sua viagem para a Venezuela com a crise na Bolívia e evitou comentar o assunto, ao ser questionado por jornalistas sobre a Venezuela estar por trás, ou participar indiretamente, da elaboração do decreto de nacionalização das reservas de gás bolivianas. Além da questão preço, o executivo disse que vai aproveitar a reunião para discutir outros aspectos do decreto boliviano, entre os quais a indenização pelas refinarias parcialmente nacionalizadas. "Pela constituição boliviana, qualquer nacionalização prevê uma indenização prévia, e essa questão tem que ser colocada" disse Gabrielli.

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