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Petrobrás sobe mais de 2% e ajuda a puxar alta da Bovespa

Cenário:

CLAUDIA VIOLANTE, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2012 | 07h45

Alinhada aos ganhos dos índices internacionais, a Bovespa retomou ontem os 66 mil pontos, iniciando a semana com alta de 1,32% (aos 66.684,59 pontos), mas com o menor giro financeiro desde 9 de janeiro, de R$ 5,180 bilhões. As bolsas foram impulsionadas por sinais do presidente do Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, de manutenção da política acomodatícia de juros baixos no país, por números melhores que o esperado da confiança das empresas da Alemanha e pela declaração da chanceler alemã, Angela Merkel, de que poderia apoiar um aumento dos fundos de resgate da zona do euro. A Bovespa beneficiou-se do movimento empurrada pelas ações da Petrobrás. A presidente da estatal, Maria das Graças Silva Foster, reafirmou no final do semana a necessidade de reajustar o preço do combustível. Petrobrás ON avançou 2,29% e a PN, 2,15%.Em Nova York, as bolsas subiram mais de 1,20%. Na Europa, a maioria dos índices de ações também fechou a sessão em alta.

No mercado de câmbio, porém, Bernanke e a Alemanha pesaram contra o dólar no exterior. A moeda norte-americana caiu ao nível mais baixo desde 1º de março frente ao euro, depois do presidente do Federal Reserve questionar se a melhora do mercado de mão de obra dos EUA terá como manter seu impulso. No fim da tarde em Nova York, o euro estava cotado a US$ 1,3358, depois de ter chegado a subir a US$ 1,3368, ante US$ 1,3271 na sexta-feira. No Brasil, a moeda norte-americana descolou-se e subiu 0,28%, a R$ 1,8150 no balcão. Além da persistente espera de novas medidas para evitar a valorização do real, o mercado local começa a mostrar uma mudança na perspectiva sobre o fluxo cambial em razão do impacto das medidas recentes.

Os juros futuros desaceleraram na sessão vespertina os ganhos registrados pela manhã, ajustando-se ao Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) menor que o esperado em janeiro (-0,13% ante previsões de -0,50%), à possibilidade de reajuste no preço dos combustíveis e ainda ao ambiente externo positivo.

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