Fábio Motta/Estadão
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Petrobrás sobe na Bolsa após entrevista de Levy

Ações da estatal terminaram com altas de 0,68% (ON) e 1,01% (PN), após a sinalização de que o governo poderá diminuir a sua ingerência na companhia; Ibovespa virou e fechou em leve queda

Agência Estado - Atualizado às 18h40

13 de janeiro de 2015 | 15h28

A Bovespa terminou o dia em queda, após devolver os ganhos registrados ao longo da sessão, alinhada com uma piora das bolsas dos EUA. O Ibovespa caiu 0,20% e encerrou com 48.041,67 pontos, na pontuação mínima do dia. As ações da Petrobrás, no entanto, terminaram com altas de 0,68% (ON) e 1,01% (PN), recebendo suporte das declarações do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. No início da tarde, os papéis chegaram a subir mais de 5%, mas depois reduziram os ganhos. 

Segundo o ministro, a estatal vai "cada vez mais" tomar decisões de preço seguindo a avaliação da própria empresa. Para o mercado, a declaração pode sinalizar uma diminuição na ingerência do governo na companhia.

A bolsa paulista operou com alta consistente ao longo do dia, ajudada exatamente pelo bom humor dos investidores com as declarações dadas por Levy. Na máxima, a Bolsa brasileira atingiu 48.949 pontos (+1,66%). O volume de negócios totalizou R$ 6,685 bilhões, segundo dados preliminares.

Durante café da manhã com jornalistas, o ministro também afirmou que as políticas fiscal e monetária devem caminhar juntas. O comentário foi interpretado pelos agentes do mercado como uma confirmação do compromisso do governo com as metas fiscais, o que impulsionou o apetite dos investidores pelas ações brasileiras. 

Levy falou também sobre "realismo tarifário" para setor elétrico, confirmando que o Tesouro Nacional não fará mais o aporte de despesas orçamentárias de R$ 9 bilhões para Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo setorial que bancou a política de redução da energia elétrica do setor implementada pela presidente Dilma no primeiro mandato.

Porém, nas últimas duas horas do pregão, a Bovespa apagou os ganhos, acompanhando a desaceleração da alta das Bolsas de Nova York. A piora do sentimento em Wall Street ocorreu devido a preocupações com as perspectivas para a política do Banco Central Europeu (BCE) e ao persistente declínio do petróleo. 

No setor de mineração e siderurgia, as ações devolveram parte da alta vista mais cedo, após dados da balança comercial da China. O país registrou superávit comercial de US$ 382,5 bilhões em 2014, o que representa uma alta de 47,3% em relação ao saldo de 2013. As ações ON e PNA da Vale fecharam em -0,57% e +0,86%, respectivamente. Usiminas PNA (-3,65%) e CSN ON (-5,42%) e Gerdau PN (-3,50%) também recuaram. 

Entre os destaques de alta da Bolsa estavam as ações da Kroton (+6,38%), que foram conduzidas por um movimento de recuperação. Ainda no setor de educação, Estácio Participações subiu 1,46%.

Em Nova York, há pouco, o índice Dow Jones caía 0,61%, o S&P 500 recuava 0,75%, enquanto o Nasdaq subia 0,18%. O Departamento do Tesouro dos EUA informou nesta tarde que o governo federal teve um superávit orçamentário de US$ 2 bilhões em dezembro. Com isso, o déficit orçamentário no ano de calendário de 2014 é o menor desde 2007. Nos últimos 12 meses, o governo federal dos EUA teve um déficit de US$ 488 bilhões, de US$ 560 bilhões no ano de calendário de 2013. 

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