Alex Silva/Estadao
Alex Silva/Estadao

Petrobrás ‘sugere’ a investidor finalizar Abreu e Lima

Em documento, empresa afirma que negócio seria mais rentável se interessados investissem em melhorias, como a 2ª fase da refinaria

Fernanda Nunes, O Estado de S. Paulo

01 Maio 2018 | 05h00

A Petrobrás informou a potenciais compradores do controle de quatro refinarias que o negócio será mais rentável se investirem em melhorias operacionais, o que inclui a construção da segunda fase da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco. A informação faz parte do documento enviado a potenciais interessados e divulgado na página da petroleira na internet, o qual descreve as condições de venda de 60% da Rlam e Abreu e Lima (Rnest), no Nordeste, e da Refap e Repar, no Sul, além da infraestrutura logística ligada a elas.

No “teaser”, um aperitivo ao mercado sobre o potencial dos ativos, a empresa destaca que nos dois grupos de refinarias há “um potencial significativo de melhoria operacional” a ser feita, que devem gerar “resultados positivos significantes”. O mesmo vale para “o início das operações do 2.º trem de refino da Rnest”, segundo a Petrobrás. Com a denúncia à Operação Lava Jato de desvio de dinheiro público no projeto e em crise financeira, a petroleira interrompeu as obras e condicionou a sua continuidade à atração de um parceiro. Pedro Parente, presidente da companhia, afirmou em entrevista na Fundação Getúlio Vargas (FGV) que o investimento será decidido pelo novo controlador da refinaria.

Investimento. A Petrobrás pretende atrair sócios com capacidade de investir. A receita anual exigida é de, pelo menos, US$ 5 bilhões. O comprador, isoladamente ou em consórcio, também deve ter experiência na atividade de petróleo e derivados ou ser um investidor financeiro, com ativos sob gestão superior a US$ 1 bilhão. As comercializadoras (trading companies), tradicionalmente interessadas só na infraestrutura logística, estão vetadas do negócio.

+ Petrobrás inicia venda de 60% de ativos de refino e logística no Sul e Nordeste

Na tentativa de atrair compradores para o que classifica como “oportunidade única”, termo utilizado nos teasers dos dois grupos de ativos, a Petrobrás ainda enumera outras quatro particularidades do mercado brasileiro que comprovam o potencial de ganhos com o investimento na produção de derivados. O Brasil possui uma “forte dependência do transporte rodoviário”, “posição geográfica isolada dos principais mercados internacionais de petróleo”, e um excedente de petróleo associado à deficiência de derivados, o que permite comprar o insumo barato e vender internamente o produto refinado a valores de bolsa.

As refinarias do Nordeste têm a particularidade de estarem localizadas em uma região onde a demanda cresce em ritmo mais elevado do que o da média nacional. “A região Nordeste é uma das regiões de mais rápido crescimento de consumo de combustível, com um crescimento médio de demanda de combustíveis entre 2012 e 2017 de 1,76%, em relação a um crescimento médio de 1,0% no Brasil”, informa a Petrobrás.

Já os ativos do Sul estão inseridos “num dos mercados de derivados de petróleo mais maduros do País, com previsão de crescimento estável da demanda nos próximos anos”.

A Petrobrás inicia no dia 21 de maio a segunda fase do processo de venda do controle das refinarias e logística, quando os interessados que assinaram acordo de confidencialidade terão acesso a informações mais detalhadas dos ativos. A assessoria financeira é do Citigroup Global Markets.

Um dos símbolos da crise e da corrupção na Petrobrás, a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), localizada em Pernambuco, foi inaugurada inacabada em novembro de 2014. Com um custo inicial de R$ 7,5 bilhões, as obras do empreendimento – tocadas pelas empreiteiras Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão – consumiram quase R$ 60 bilhões. De acordo com a delação premiada do ex-executivo da Odebrecht Márcio Faria da Silva, as obras na refinaria renderam R$ 90 milhões em propinas a ex-executivos da estatal ligados ao PP, ao PT e ao PSB. Há duas semanas, a petroleira anunciou a intenção de se desfazer de parte da Abreu e Lima e de outras três refinarias. O processo de transição e repasse do controle das quatro unidades deverá durar cerca de um ano.

A Petrobrás informou a potenciais compradores do controle de quatro refinarias que o negócio será mais rentável se investirem em melhorias operacionais, o que inclui a construção da segunda fase da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco. A informação faz parte do documento enviado a potenciais interessados e divulgado na página da petroleira na internet, o qual descreve as condições de venda de 60% da Rlam e Abreu e Lima (Rnest), no Nordeste, e da Refap e Repar, no Sul, além da infraestrutura logística ligada a elas.

No “teaser”, um aperitivo ao mercado sobre o potencial dos ativos, a empresa destaca que nos dois grupos de refinarias há “um potencial significativo de melhoria operacional” a ser feita, que devem gerar “resultados positivos significantes”. O mesmo vale para “o início das operações do 2.º trem de refino da Rnest”, segundo a Petrobrás. Com a denúncia à Operação Lava Jato de desvio de dinheiro público no projeto e em crise financeira, a petroleira interrompeu as obras e condicionou a sua continuidade à atração de um parceiro. Pedro Parente, presidente da companhia, afirmou em entrevista na Fundação Getúlio Vargas (FGV) que o investimento será decidido pelo novo controlador da refinaria.

Investimento. A Petrobrás pretende atrair sócios com capacidade de investir. A receita anual exigida é de, pelo menos, US$ 5 bilhões. O comprador, isoladamente ou em consórcio, também deve ter experiência na atividade de petróleo e derivados ou ser um investidor financeiro, com ativos sob gestão superior a US$ 1 bilhão. As comercializadoras (trading companies), tradicionalmente interessadas só na infraestrutura logística, estão vetadas do negócio.

Na tentativa de atrair compradores para o que classifica como “oportunidade única”, termo utilizado nos teasers dos dois grupos de ativos, a Petrobrás ainda enumera outras quatro particularidades do mercado brasileiro que comprovam o potencial de ganhos com o investimento na produção de derivados. O Brasil possui uma “forte dependência do transporte rodoviário”, “posição geográfica isolada dos principais mercados internacionais de petróleo”, e um excedente de petróleo associado à deficiência de derivados, o que permite comprar o insumo barato e vender internamente o produto refinado a valores de bolsa.

As refinarias do Nordeste têm a particularidade de estarem localizadas em uma região onde a demanda cresce em ritmo mais elevado do que o da média nacional. “A região Nordeste é uma das regiões de mais rápido crescimento de consumo de combustível, com um crescimento médio de demanda de combustíveis entre 2012 e 2017 de 1,76%, em relação a um crescimento médio de 1,0% no Brasil”, informa a Petrobrás.

Já os ativos do Sul estão inseridos “num dos mercados de derivados de petróleo mais maduros do País, com previsão de crescimento estável da demanda nos próximos anos”.

A Petrobrás inicia no dia 21 de maio a segunda fase do processo de venda do controle das refinarias e logística, quando os interessados que assinaram acordo de confidencialidade terão acesso a informações mais detalhadas dos ativos. A assessoria financeira é do Citigroup Global Markets.

Um dos símbolos da crise e da corrupção na Petrobrás, a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), localizada em Pernambuco, foi inaugurada inacabada em novembro de 2014. Com um custo inicial de R$ 7,5 bilhões, as obras do empreendimento – tocadas pelas empreiteiras Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão – consumiram quase R$ 60 bilhões. De acordo com a delação premiada do ex-executivo da Odebrecht Márcio Faria da Silva, as obras na refinaria renderam R$ 90 milhões em propinas a ex-executivos da estatal ligados ao PP, ao PT e ao PSB. Há duas semanas, a petroleira anunciou a intenção de se desfazer de parte da Abreu e Lima e de outras três refinarias. O processo de transição e repasse do controle das quatro unidades deverá durar cerca de um ano.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.