Petrobras suspende aumento da gasolina

A Petrobras suspendeu o aumento de 2,2% no preço da gasolina em suas refinarias que entraria em vigor a partir de segunda-feira. A diretoria da empresa, por meio da assessoria de imprensa, informou hoje que não comentaria o veto do presidente Fernando Henrique Cardoso que, na noite de sexta-feira desautorizara o reajuste. "A Petrobras, como qualquer empresa, segue orientação de seu controlador, a quem caberá dar informações, através dos órgãos competentes", diz a sucinta nota distribuída pela empresa.Esta é a primeira intervenção do governo na gestão de Francisco Gros à frente da estatal. Gros deixou o BNDES para assumir em janeiro a presidência da Petrobrás. Ele estava nos Estados Unidos quando o aumento foi decidido. Já retornou ao Brasil, mas não foi localizado para esclarecer se a decisão havia sido submetida à sua avaliação. Na gestão anterior, de Henri Phillippe Reichstul, que permaneceu pouco mais de dois anos na presidência da estatal, houve pelo menos duas grandes interferências do governo na administração da Petrobras: o veto do presidente Fernando Henrique Cardoso à mudança de nome da empresa no exterior para Petrobrax, e a proibição da compra da Ipiranga.Na semana passada a estatal já havia enviado às distribuidoras as tabelas com os novos preços que seriam cobrados pelas refinarias, um mês e meio após a redução de 25% determinada pelo governo. A justificativa para o aumento era a equiparação aos preços dos concorrentes internacionais, levando em consideração a variação do dólar e o preço do barril de petróleo no mercado externo. O reajuste, segundo cálculos do Sindicato da Revenda de Combustíveis do Rio, acarretaria impacto em torno de 1,6% no preço ao consumidor.

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