Ricardo Moraes/Reuters
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Com desvalorização do real, prejuízo da Petrobrás vai a R$ 3,7 bi no 3º trimestre

Estatal teve resultado pior do que o previsto pelos analistas e anunciou redução dos investimentos, de US$ 25 bilhões para US$ 23 bilhões este ano; diretor financeiro disse que não há 'varinha mágica' para resolver a crise da empresa

Antonio Pita, Fernanda Nunes, Mariana Durão, André Magnabosco, O Estado de S. Paulo

12 de novembro de 2015 | 19h21

(Atualização às 22h30)

Com resultado pior do que o previsto pelo mercado, a Petrobrás amargou prejuízo de R$ 3,76 bilhões no terceiro trimestre. O balanço financeiro da estatal mostra que o resultado foi fortemente afetado pela desvalorização do real, que elevou seu endividamento e os custos operacionais. O câmbio pressiona diretamente a gigantesca dívida em moeda estrangeira da companhia, gerando um custo adicional de R$ 5,4 bilhões com o pagamento de juros. 

Esse é o terceiro prejuízo da Petrobrás nos últimos cinco trimestres, o que indica uma dificuldade em solucionar sua crise financeira. Nesta quinta-feira, 12, a estatal anunciou ainda que reduziu ainda mais os investimentos previstos para este ano. A nova cifra é de US$ 23 bilhões. No início do ano, o orçamento era de US$ 28 bilhões e, em outubro, foi rebaixado para US$ 25 bilhões. 

Apesar de afirmar estar “muito satisfeito” com os resultados operacionais da companhia, o diretor Financeiro da Petrobrás, Ivan Monteiro, disse que a recuperação da estatal não se dará com “uma varinha mágica”. 

“Tudo que fazemos é para que a companhia melhore estruturalmente, não seja algo pontual. Estamos muito satisfeitos com o resultado alcançado até agora, mas estamos vigilantes”, disse Monteiro, que substituiu o presidente Aldemir Bendine no comando da entrevista coletiva sobre os resultados. 

Monteiro descartou ampliar as baixas contábeis referentes à corrupção na empresa, mesmo após a Polícia Federal indicar, em laudo, que os desvios podem chegar a R$ 42 bilhões. No balanço do terceiro trimestre de 2014, a companhia estimou em R$ 6,2 bilhões as perdas com a corrupção descobertas durante as investigações da Operação Lava Jato.

“Não temos nenhuma informação adicional, de nenhuma fonte, que leve a acreditar que aquele valor de perdas esteja equivocado. Esse valor não vai ser alterado”, disse. Mas Monteiro indicou que fará, no final do ano, nova reavaliação dos ativos da empresa. A reavaliação concluída no início do ano resultou em uma baixa contábil de R$ 40 bilhões.

Desempenho. Mesmo com as perdas causadas pelo câmbio, Monteiro não quis antecipar uma avaliação sobre o pagamento de dividendos e indicou que a distribuição de lucros depende do resultado anual. 

No acumulado de nove meses, a companhia registra lucro de R$ 2,1 bilhões. O executivo chamou atenção para o resultado operacional e o saldo de caixa da companhia, que ficou em R$ 3,8 bilhões no trimestre – o primeiro positivo desde 2007, resultado da maior disciplina financeira. 

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