Petrobras terá de importar gasolina, admite Gabrielli

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, admitiu que a empresa vai ter de importar gasolina este ano para atender ao crescimento da demanda interna, independentemente da esperada redução da mistura de 25% de etanol anidro. A expectativa era de que a companhia tivesse de voltar a importar o combustível caso fosse confirmada a intenção anunciada pelo governo de antecipar a redução da mistura no período de entressafra para setembro ou outubro deste ano, por causa da quebra de safra de cana-de-açúcar.

KELLY LIMA, Agencia Estado

28 de julho de 2011 | 11h59

Segundo Gabrielli, houve um crescimento acima do esperado da demanda por gasolina este ano. Ele não soube dizer o porcentual, mas afirmou que o consumo aumentou principalmente devido ao crescimento da renda da população e, consequentemente, à compra de novos veículos - boa parte importados. "Os carros importados não são flexíveis e não utilizam etanol", disse.

Gabrielli confirmou que haverá um déficit na balança comercial de derivados não somente este ano, mas durante os próximos anos, até 2015. "A capacidade da oferta está com gargalos que só serão sanados com a entrada em operação de novas refinarias", disse.

Este ano, por conta da migração de consumidores de etanol para a gasolina durante a entressafra da cana-de-açúcar, a empresa teve de importar 1,5 milhão de barris do combustível em abril e 1 milhão em maio. O volume total equivale a três dias de consumo no País. No ano passado, a importação atingiu 3 milhões de barris.

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