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Petrobrás teve importante papel na política nacional

Anunciada no mesmo dia em que José Sérgio Gabrielli foi confirmado na presidência da Petrobrás pelo governo Dilma Rousseff, a homenagem ao presidente Lula com o pré-sal coroa um período de participação ostensiva da estatal no cenário político-eleitoral do País. Durante 2010, a companhia patrocinou palanques para o presidente antes e depois da campanha eleitoral e teve forte presença em Brasília, em um esforço para a aprovação do novo marco regulatório do pré-sal no Congresso.

Nicola Pamplona, O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2010 | 00h00

Levantamento feito pelo Estado dias antes do primeiro turno das eleições apontava que Lula já havia participado de 18 eventos promovidos pela Petrobrás - como inaugurações, lançamentos de pedra fundamental ou batismos de navios - com todos os custos geralmente bancados pela companhia. De lá para cá, o ritmo diminuiu, mas as visitas não cessaram, mesmo que algumas obras estejam ainda em fase pré-inaugural.

É o caso da refinaria Premium do Ceará, onde Lula esteve ontem, em sua "última visita como presidente", segundo o locutor da cerimônia. O empreendimento ainda está em fase de sondagem do terreno, atividade preliminar que investiga as propriedades do subsolo antes do início das obras.

Apenas com relação ao pré-sal, o presidente participou de pelo menos duas cerimônias patrocinadas pela Petrobrás este ano. A cena de Lula sujando de petróleo o macacão laranja de Gabrielli, que impressionou na primeira vez em que o presidente visitou uma plataforma de produção de petróleo, em 2006, se tornou corriqueira.

A Petrobrás sempre teve papel importante na política brasileira, mesmo em governos anteriores, mas ganhou maior presença nos últimos anos à medida em que ganhava peso na economia nacional. A empresa representa hoje 6,5% do PIB, movimenta um sem número de fornecedores de bens e serviços e se tornou instrumento fundamental na política nacionalista instituída pelo governo Lula.

Papel que certamente será ampliado com o desenvolvimento do pré-sal, uma vez que as novas regras garantem à companhia participação compulsória em todos os contratos da nova província petrolífera. Na cerimônia de ontem, no Ceará, Lula já sugeriu a Gabrielli que apresente cronogramas detalhados de suas obras à presidente que toma posse no dia 1º, Dilma Rousseff, para que ela tenha tranquilidade para agendar inaugurações.

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