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Petrobrás teve recorde de produção em dezembro

A Petrobrás alcançou em dezembro recordes de produção, mensal e anual, mas deve fechar o ano abaixo da meta preestabelecida de 2,1 milhões de barris por dia durante a média do ano todo.

Kelly Lima, O Estado de S.Paulo

31 de dezembro de 2010 | 00h00

Comunicado da companhia deve fechar dezembro com a maior média mensal já apurada, em torno de 2,120 milhões de barris por dia, ante o recorde anterior de abril deste ano de 2,033 milhões. Confirmado esse resultado, o volume produzido no mês será 4,4% superior à produção obtida em novembro deste ano, de 2,030 milhões de barris por dia.

Além disso, no dia 27 de dezembro, a produção de petróleo chegou a 2,256 milhões barris. Com esses resultados, a companhia fecha 2010 com um patamar de produção de 2,003 milhões de barris por dia.

O melhor desempenho se deu com a entrada em operação de cinco novos poços na Bacia de Campos, que acrescentaram uma média de 100 mil barris por dia à produção nacional. A estatal destacou ainda o excelente desempenho dos campos maduros, que não tiveram o declínio tradicional na casa dos 10% anuais - a média foi mantida em 213 mil barris por dia.

Para Andrés Kikuchi, chefe da área de análise da Link Investimentos, os números relativos aos recordes de produção são "muito bons", mas ainda precisam se mostrar sustentáveis ao longo dos próximos meses. Ele lembra que, após atingir o pico de produção em abril, a produção da Petrobrás foi afetada nos períodos seguintes pela entrada em manutenção de algumas plataformas.

Um analista do setor de petróle, que pediu para não ser identificado, considera os números positivos e avalia que a produção diária acima de 2 milhões de barris deve se tornar novo patamar para a Petrobrás. "Trata-se sem dúvida de uma boa performance, mas que já deveria ter sido alcançada meses antes", disse.

A boa notícia com os recordes de produção, um dia depois de ter anunciado a comercialidade das reservas de Tupi - agora, campo de Lula - com números acima dos esperados puxaram para cima o último pregão do ano na Bolsa de Valores de São Paulo. As ações ordinárias fecharam com alta de 1,5% e as preferenciais, de 1,19%. No ano em que vivenciou a maior capitalização da história da economia mundial, no entanto, a companhia fechou 2010 com uma retração nos seus papéis, de 24,33% nas ações ordinárias e de 22,96% nas preferenciais.

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