Petrobras vai ampliar presença na área petroquímica

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse nesta sexta-feira que a estatal vai voltar a ter papel ativo na indústria petroquímica nacional e que acredita na retomada e expansão do setor. "A Petrobras já tinha papel importante como fornecedora de matéria-prima, mas sua atitude era passiva em relação ao mercado petroquímico", afirmou o executivo, durante lançamento da pedra fundamental da Petroquímica Paulínia (PPSA), joint venture entre Petroquisa e Braskem para produção de polipropileno em Paulínia (SP). "Vamos estar também em outros projetos", comentou. A Braskem detém 60% de participação na operação e a Petrobras, por meio da Petroquisa, 40%.De acordo com Gabrielli, a implantação da fábrica, cuja capacidade de produção de polipropileno (PP) poderá alcançar 350 mil toneladas/ano, foi viabilizada pela parceria entre a estatal e a petroquímica privada e pelos investimentos nas refinarias de Paulínia (Replan) e de São José dos Campos (Revap), no total de US$ 360 milhões, com vistas a ampliar a produção de eteno, matéria-prima para a produção da resina termoplástica. "Esse empreendimento significa a retomada da presença ativa da Petrobras na indústria petroquímica", reiterou o executivo, em discurso durante a cerimônia de lançamento da pedra fundamental da PPSA.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que encerrou a cerimônia, afirmou em discurso que a Petrobras é peça indutora do crescimento do setor petroquímico no País e "não pode ter medo de entrar (nesse mercado) e competir". Lula afirmou ainda que a estatal "não é um apêndice do modelo industrial" brasileiro. "A Petrobras vai assumir papel de indutora na indústria petroquímica, para transformar o País em referência assim como já é em petróleo e álcool", disse afirmou Lula. O presidente enumerou uma série de projetos na área que integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), dentre os quais o da PPSA, e citou que a Petrobras deverá investir US$ 3,1 bilhões no setor petroquímico até 2011. "É um projeto de importância estratégica, por isso foi incluído no PAC", afirmou o presidente.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.