Sérgio Moraes/Reuters
Sérgio Moraes/Reuters

Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Petrobrás vai assumir fatia da Total em blocos na Foz do Amazonas

Áreas foram leiloadas em 2013, mas, sem licença ambiental, consórcio não conseguiu avançar com as atividades de exploração; estatal diz que região é 'fronteira exploratória de alto potencial'

Reuters

28 de setembro de 2020 | 10h48

PARIS e SÃO PAULO - A petroleira francesa Total disse nesta segunda-feira, 28, que fechou acordo para transferir sua participação em cinco blocos exploratórios na ambientalmente sensível Foz do Amazonas, no Brasil, à Petrobrás.

Os ativos foram arrematados em um leilão realizado em maio de 2013 por consórcio liderado pela Total que inclui a britânica BP, mas as empresas não conseguiram avançar até com as atividades de exploração.

O Ibama rejeitou pela quarta vez em 2018 um pedido da Total por licença ambiental para perfuração na bacia.

A Petrobrás disse em comunicado que entrou em acordo com a Total para assumir “a operação e a integralidade das participações” da empresa nos blocos, que ficam a 120 quilômetros da costa do Amapá, em águas ultraprofundas.

“A Petrobrás poderá aumentar sua participação de 30% para pelo menos 50%, podendo chegar a 70%, caso a BP não manifeste interesse em incrementar a sua participação”, informou a companhia.

A estatal disse ainda que a concretização da negociação fica sujeita a aprovação de órgãos reguladores.

Geólogos afirmam que a área pode conter até 14 bilhões de barris de petróleo, mais que as reservas provadas do Golfo do México. Segundo a Petrobrás, a área é uma “fronteira exploratória de alto potencial”.

Mas ambientalistas vêm tentando evitar a exploração de petróleo na Foz do Amazonas desde que um enorme recife de corais foi descoberto nas redondezas.

A Total já havia afirmado no início de setembro que desistiria de seu papel como operadora no projeto.

A organização ambientalista Greenpeace comentou nesta segunda que os recifes do Rio Amazonas seriam definitivamente poupados se a BP e a Petrobrás também desistissem do empreendimento.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.