Petrobras vai bancar rombo na Petros

A Petrobras assinou com a Federação Única dos Petroleiros (FUP) acordo para liquidar o rombo atuarial de seu fundo de pensão, a Petros, avaliado pela Justiça em R$ 9,3 bilhões.Este valor seria suficiente para construir três refinarias ou quatro plataformas de petróleo. Segundo a FUP, os recursos equivalem ?a 65% dos investimentos do governo federal em 2006, excetuando-se os orçamentos das empresas estatais?.O presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli, confirmou na terça-feira ao Estado que as negociações, iniciadas há mais de dois anos, estão em fase final e devem ?praticamente zerar o déficit do fundo?. O prazo para a conclusão do acordo é 31 de agosto.O objetivo é repactuar, em 30 anos, o déficit do fundo. Em contrapartida, todas as ações na Justiça contra a Petros seriam extintas. A proposta precisa ser aprovada por 95% dos 95 mil participantes do fundo de pensão, ou seja, por 90.250 petroleiros. ?Uma vez feito esse acordo, a Petrobrás passa a ter uma dívida com a Petros. Essa dívida passa a ser ativo a receber pelo fundo e compensa o déficit?, explicou Gabrielli. Criação A Petros foi criada em 1970. O plano era extremamente vantajoso para os funcionários e previa o sistema de ?benefício definido?. Ou seja, o empregado sabia exatamente quanto receberia ao se aposentar.Agora, a estatal tenta mudar o plano para ?contribuição definida?, sistema pelo qual o aposentado tem direito ao benefício correspondente ao que contribuiu durante a vida ativa. A Petrobras prevê contribuir mais com o fundo de pensão, assumindo o custeio paritário também com aposentados e pensionistas. Para novos funcionários, a estatal garante um plano complementar misto, que assegura benefícios de risco, benefício mínimo e renda vitalícia. O Plano Petros 2 só será apresentado após aprovação pela Secretaria de Previdência Complementar.

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