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Petrobras vai testar potencial em Pernambuco-Paraíba

A Petrobras quer testar o potencial de reservas abaixo da camada de sal na Bacia de Pernambuco-Paraíba, onde estão três das 27 áreas arrematadas pela companhia na 9ª rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), realizada na segunda-feira. Segundo o gerente executivo de exploração e produção da companhia, Francisco Nepomuceno, o objetivo é ampliar os conhecimentos sobre o subsolo da região, onde há indícios de existência de uma camada de sal semelhante à localizada sobre as reservas gigantes de Tupi."Pernambuco é o extremo norte da camada de sal?, disse Nepomuceno à reportagem do jornal O Estado de São Paulo, logo após o final do leilão. Sem acesso, pelo menos por enquanto, a novos blocos com potencial de reservas no pré-sal nas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo, a empresa optou por desbravar novas fronteiras, como o litoral pernambucano ou as Bacias do Pará-Maranhão e Parnaíba, onde também arrematou áreas no leilão.No escuroNo entanto, há dúvidas no mercado a respeito do potencial da Bacia de Pernambuco-Paraíba, onde ainda não há um poço sequer. "Não acredito na existência de grandes volumes por lá. A partir de Sergipe, a camada de sal começa a ficar difusa?, diz o geólogo Giuseppe Baccocoli, professor da UFRJ e ex-funcionário da Petrobras. Em apresentações a investidores antes do leilão, a ANP falava na existência de até 2 bilhões de barris de petróleo na região. ?Eles estão sendo otimistas.?A bacia tem 24 mil quilômetros quadrados e teve 13 blocos ofertados no leilão. A Petrobrás arrematou as três áreas sem disputa, em consórcio com a portuguesa Petrogal, parceira de primeira hora nos investimentos no pré-sal - é uma das sócias do campo de Tupi, ao lado da britânica BG, e tem participação em outras concessões nas águas ultraprofundas da Bacia de Santos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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