Petrobrás vale apenas um terço do seu patrimônio líquido, pior resultado desde 1996

Após queda de quase 10% na Bovespa nesta segunda-feira, empresa retrocede quase 20 anos na relação entre valor de mercado e patrimônio líquido, segundo a consultoria Economática

Cley Scholz, O Estado de S. Paulo

15 Dezembro 2014 | 18h54

A situação da Petrobrás retrocedeu 19 anos e se igualou à de janeiro de 1996, quando se considera a relação entre o valor de mercado e o patrimônio líquido, um dos parâmetros usados pelos analistas para avaliar o desempenho financeiro das empresas.

A conta é do economista Einar Rivero, da consultoria Economática. Analisando os números, ele destaca que o mercado já chegou a avaliar a Petrobrás em 4,22 vezes o valor do patrimônio líquido, e hoje avalia em apenas 0,31. Isso significa que a empresa vale apenas um terço do seu patrimônio.

O valor de mercado - preço que o mercado está disposto a pagar pela empresa - é de R$ 114 bilhões. Já o patrimônio líquido é de R$ 360,7 bilhões, pelo último dado oficial de junho de 2014, citado no balanço do segundo trimestre.

"O resultado é assustador", afirma Einar, lembrando que o patrimônio líquido tende a aumentar no balanço do terceiro trimestre, que a empresa não conseguiu publicar por causa da operação Lava Jato da Polícia Federal. "Se o denominador aumenta, o resultado da relação diminui ainda mais", explica o economista.

As ações da empresa fecharam em baixa novamente nesta segunda-feira, 15. A Petrobrás ON fechou em baixa de 9,94%, a R$ 8,52, menor valor desde 15/09/2004 quando fechou em R$ 8,4844. A Petrobrás PN fechou em baixa de 9,20%, a R$ 9,18 menor valor desde 20/07/2005 quando fechou em R$ 9,1713.

 

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