Petrobras vê "cansaço" na alta do petróleo

O diretor financeiro da Petrobras, Sérgio Gabrielli, disse hoje que três variáveis, somadas à demanda interna, justificaram o reajuste no preço da gasolina em 2,4% e do óleo diesel em 4,8% a partir desta sexta-feira. Ele não especificou os cálculos que levaram a estatal a reajustar os preços e não confirmou novos aumentos. "Eu não vou dar nenhuma fórmula", afirmou. "Podemos vir ou não a alterar esse preço, mas tomaremos a decisão no momento adequado."A primeira variável é o volume de contratos no mercado futuro estável nas últimas três semanas, o que, para ele, reflete "um cansaço do potencial de alta do preço do barril, por razões especulativas". As outras variáveis foram a redução na pressão de demanda no mercado norte-americano e a desvalorização de 7% do dólar frente ao real desde o último reajuste de combustível, em 15 de junho."A decisão foi da Petrobras, a partir da análise da demanda sobre os nossos preços e os nossos mercados. Neste momento, é o reajuste que poderíamos fazer", afirmou. "Não queremos destruir nosso mercado, pois sabemos que um reajuste de preços reduz a demanda." De acordo com ele, isso não quer dizer que a estatal não vá continuar acompanhando o mercado internacional para definir a política de preços. "Não estamos num nível de solução do problema", disse. Sobre a queda das ações da Petrobras hoje, Gabrielli disse que não sabe a causa. "Não sei se é por causa disso (o reajuste). Ontem as ações caíram e ninguém sabia do aumento", disse ao participara do 7º Congresso das Associações Comerciais de Minas Gerais.

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