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Petrobrás volta a defender reajuste de combustíveis

A presidente da Petrobrás, Graça Foster, voltou a defender ontem um reajuste do preço dos combustíveis no País diante da defasagem em relação ao mercado internacional, mas ressalvou que a decisão de quando acontecerá o possível aumento é do acionista controlador: a União.

SABRINA VALLE / RIO , O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2012 | 03h03

Graça usou uma estimativa de US$ 119 em 2012 para o preço do óleo tipo Brent, usado como referência pela companhia, na palestra que fez ontem, em evento do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP). Em fevereiro, a média citada por ela era de US$ 110. Segundo Graça, as incertezas geopolíticas devem manter elevado o patamar do petróleo no mercado internacional.

"Fica quase que patente que, neste ano de 2012, está definido (o patamar de preço de petróleo)", disse. O preço internacional do petróleo é um dos quesitos avaliados na determinação de reajustes de combustíveis no mercado doméstico. Mas apesar da intensa variação externa, gasolina e diesel saem das refinarias da Petrobrás com o mesmo preço desde 2009, tendo o governo absorvido a alta ao consumidor com redução de impostos.

Graça repetiu que todas as variáveis são mensalmente apresentadas ao controlador em reuniões de conselho de administração. "Que há um mudança clara de patamar de preço, há", disse, para, em seguida, acrescentar que não sabe se o reajuste pode levar "um, dois, três, ou seis meses" para acontecer.

O último reajuste do diesel (2%) e da gasolina (10%) nas refinarias ocorreu em novembro e foi insuficiente para compensar a alta no mercado internacional, disse Graça em fevereiro. Foi totalmente absorvido pela Cide, ou seja, o governo arrecadou menos em tributos e o aumento não chegou ao consumidor final. O patamar na época estava em US$ 100 e US$ 110, abaixo dos US$ 119 apontados agora.

Comentando a política de conteúdo local - que pretende incentivar a fabricação nacional de equipamentos destinados à exploração e produção de petróleo e derivados - a presidente da Petrobrás disse que o objetivo é obter o máximo de produção local com custos menores, prazos adequados e qualidade.

Graça disse que os investimentos em produção e exploração são prioridade número um da companhia. Mas ressalvou que a Petrobrás depende de infraestrutura, como sondas e barcos para interligação, para atingir a meta de 6 milhões de barris de óleo por dia até 2020.

Ela se referia a possíveis demoras na formação de uma cadeia de fornecedores nacionais e aos temores de que haja atraso na entrega das 33 sondas brasileiras de perfuração do pré-sal, marcada para entre 2015 e 2020. Sem os equipamentos, a companhia postergará a exploração do pré-sal.

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