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Petrobrás volta a elevar o preço do gás

Novo reajuste, no entanto, não afeta o preço do botijão de 13 kg, destinado ao uso residencial

Fernanda Nunes, O Estado de S. Paulo

24 Setembro 2015 | 20h58

RIO - Em busca de alternativas para reverter sua fragilidade financeira, a Petrobrás anunciou nesta quinta-feira novo reajuste no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) nas distribuidoras – a segunda alta em menos de um mês. Mas, desta vez, o reajuste não afeta o preço do botijão de 13 kg, destinado ao uso residencial.

Válida a partir desta sexta-feira, a alta média de 11% afetará os preços do gás destinado a uso industrial, comercial e a granel. Com o reajuste, o produto custará no País em média 63% mais caro que no mercado internacional – o que reforça a preocupação da estatal em ampliar a geração de caixa para aliviar os impactos da crise econômica. 

Em nota, a estatal informou que espera um impacto sobre o preço cobrado ao consumidor final de 5%, de acordo com a destinação do produto. Para o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás (Sindigas), entretanto, o impacto pode chegar a até 10%. O aumento, porém, não terá impacto no IPCA, que só leva em conta para o cálculo o botijão de 13 kg.

Hoje, a Petrobras importa 24% do volume total que vende em suas refinarias, e por isso tem os custos influenciados pelo dólar, que disparou nos últimos dias. Os demais 76% são produzidos a partir do petróleo nacional.  "Não posso dizer que o aumento tem o objetivo de gerar caixa para a Petrobrás. O que me causa estranheza é o preço estar 63% mais alto no Brasil", disse o presidente do SindiGas, Sérgio Bandeira de Mello.

No dia primeiro deste mês, a Petrobrás já havia reajustado o preço do gás de 13 kg, de botijão, conhecido como gás de cozinha, em 15%. Há 13 anos a estatal não promovia reajustes. Mesmo com o aumento, os preços internos desse produto se mantiveram 10% abaixo da cotação internacional, segundo o SindiGas. No caso do gás de cozinha, qualquer aumento tem impacto direto na inflação.  

Já produtos vendidos em embalagens superiores a 13 kg – foco do reajuste anunciado nesta quinta-feira – não são considerados na formação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Do total de GLP vendido nas refinarias da Petrobras, 71% são comercializados em botijões de 13 kg e os demais 29%, em embalagens maiores.

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