Marcos De Paula/Estadão
Marcos De Paula/Estadão

Petrobrás volta a reduzir efetivo em plataformas após novos surtos de covid-19

Decisão vem após petroleira registrar, em quatro plataformas na bacia de Campos, dezenas de novos casos da doença nas últimas duas semanas de novembro

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2020 | 08h00

RIO - Depois do aumento de casos de empregados contaminados em suas plataformas, a Petrobrás decidiu aumentar os cuidados nas unidades, voltando a reduzir ao mínimo o número de trabalhadores embarcados e aumentando a fiscalização do cumprimento das normas de prevenção à doença, informou a companhia em nota.

O aumento de medidas para evitar o novo coronavírus foi solicitado pelos sindicatos da categoria, depois que mais quatro plataformas na bacia de Campos registraram dezenas de casos da doença nas últimas duas semanas de novembro.

No auge da pandemia, em abril e maio, a empresa reduziu o número de trabalhadores nas plataformas, o que diminuiu sua produção de petróleo, mas foi aos poucos retomando a normalidade, até ocorrerem novos surtos. Segundo o último Boletim de Monitoramento do Covid-19 do Ministério de Minas e Energia (MME), dos 45.403 empregados da estatal, 2.872 foram contaminados e ocorreram 3 óbitos. Desse total, 2.624 já teriam se recuperado.

"O efetivo a bordo das plataformas, sondas e demais embarcações será reduzido ao mínimo necessário para a operação segura de cada unidade. Também está sendo intensificada a fiscalização do cumprimento das normas de prevenção em todas as unidades operacionais marítimas ou em terra, com auditorias pelo menos duas vezes por semana em todas as unidades e correção imediata de eventuais desvios", informou a estatal.

De acordo com a companhia, as medidas vêm reforçar ações já adotadas, como 350 mil testes já realizados, monitoramento de saúde pré-embarque e pré-turno, higienização, distanciamento e uso obrigatório de máscaras nas unidades.

Parecer técnico da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado em outubro, comprovou que a frequência dos casos de covid-19 (expressa na incidência contaminados por 100 mil) entre os petroleiros é mais que o dobro da frequência registrada na população brasileira.

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