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PetroChina comprará 45,5% da Singapore Petroleum

A PetroChina concordou hoje em comprar uma participação de US$ 1 bilhão na Singapore Petroleum, especializada no refino de petróleo. A expectativa é de que a iniciativa levará a uma oferta por todos os ativos da companhia, de acordo com o jornal "The Wall Street Journal".

AE-DOW JONES, Agencia Estado

24 de maio de 2009 | 17h25

O acordo sinaliza que a China continua interessada em estender seu alcance aos recursos naturais globalmente ao mesmo tempo em que muitas das companhias detentoras desses recursos estão desesperadas por dinheiro.

A PetroChina vai comprar 45,5% da Singapore Petroleum (que é listada em bolsa) das mãos da Keppel Corp. por 1,47 bilhão de dólares de Cingapura (US$ 1,02 bilhão).

Pelo código de aquisições de Cingapura, uma vez aprovada a negociação pelas autoridades reguladoras chinesas e concluída a venda, o acordo irá disparar uma oferta geral por todos os negócios da companhia. A oferta avalia a Singapore Petroleum em US$ 2,25 bilhões.

A Singapore Petroleum, uma das três maiores empresas de refino do país, tem ativos de exploração na Austrália, China, Indonésia e Vietnã. A companhia apresentou receita de 11,1 bilhões de dólares de Cingapura em 2008. A Keppel é parcialmente controlada pela Temasek Holdings Pte. Ltd, grupo de investimento de Cingapura.

As empresas de petróleo e gás foram atingidas com menos força pela crise global, mas permanecem entre os principais alvos para os grupos de energia da China, com balanços vigorosos. A compra da Singapore Petroleum representa um novo movimento da PetroChina para estender sua influência nos mercados de refino e distribuição da região.

O negócio possivelmente se tornará "uma nova plataforma para a implementação de nossa nova estratégia internacional e irá estabelecer as bases e um caminho para o desenvolvimento", declarou a PetroChina em comunicado.

As petrolíferas estatais da China estão em busca de aquisições no exterior no momento em que têm acesso a reservas de caixa maiores do que muitos de seus concorrentes internacionais. As últimas compras têm se concentrado principalmente em mercados ou regiões com regimes políticos instáveis que foram amplamente ignoradas pelas petrolíferas do Ocidente. A lista inclui os campos de petróleo na Síria e a compra pela China National Offshore Oil Corp. de uma empresa que presta serviços em campos de petróleo na Noruega.

A queda no preço do barril nos últimos meses tem tornado mais baratas as aquisições de ativos relacionados ao petróleo.

A China tem sido a principal fonte de financiamento para empresas que trabalham com recursos naturais, incluindo diversos acordos de empréstimos entre bancos chineses e companhias de petróleo nacionais na Rússia e no Casaquistão. A China também assinou um acordo com o Brasil para garantir o fornecimento em troca de ajuda para financiar os agressivos planos de exploração de petróleo do país.

O Deutsche Bank AG está atuando como consultor da PetroChina na aquisição da Singapore Petroleum. O banco alemão tem incentivado sua divisão de banco de investimento na Ásia nos últimos meses, concentrando-se em fusões e aquisições na região.

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