Petrogal está otimista com produção no pré-sal

O Campo Lula Nordeste, na Bacia de Santos, deverá chegar à produção de 220 mil barris de petróleo por dia no fim de 2014, segundo o presidente da Petrogal Brasil, Carlos Alves. A companhia portuguesa detém 10% do campo, que é operado pela Petrobrás.

VINICIUS NEDER / RIO, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2013 | 02h06

Em palestra em evento do jornal Expresso, apoiado pela Câmara Portuguesa do Rio de Janeiro, o executivo destacou o avanço tecnológico na exploração de óleo no pré-sal, onde já é possível desenvolver poços em um prazo de 75 a 80 dias.

Alves disse que essa rapidez reduz os custos da exploração de óleo, pois algumas oportunidades de economia aparecem à medida que a operação avança. "(O prazo de desenvolvimento de 75 a 80 dias) já é um grande avanço relativamente àquilo que se conseguia um ano atrás", completou o executivo.

"Só temos boas notícias em relação ao pré-sal. Tanto que as nossas previsões têm sido alcançadas ou mesmo ultrapassadas. Estamos muito satisfeitos com os resultados obtidos até agora", afirmou Alves ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

A previsão de se alcançar os 220 mil barris por dia está baseada na perspectiva de plena capacidade de produção das duas FPSOs (plataformas) instaladas no campo. De acordo com Alves, a FPSO Cidade de Angra está conectada a quatro poços. A segunda plataforma, Cidade de Paraty, foi instalada no último dia 6.

Leilão. A companhia portuguesa avaliará a participação na primeira rodada de licitações de áreas de exploração de petróleo no pré-sal, de acordo com o presidente da Petrogal. Segundo o executivo, diante da expectativa de publicação do edital no fim deste mês, será preciso "correr" até o leilão, marcado para outubro.

"A Petrogal, tal como as outras companhias, está a avaliar as informações que há, fazer seus estudos com base nessa informação disponibilizada e, depois, fará seus cálculos econômicos e decidirá sobre a oportunidade ou não de participar nesse leilão", afirmou Alves. "Vamos ter de correr, dado que é um projeto bastante importante. Deveremos estar preparados quando chegar a altura. É fazer igual, de qualquer maneira", completou.

O presidente da Petrogal destacou também a importância de se analisar o modelo do contrato de partilha, inédito no País. "É a primeira vez que ele vai ser utilizado no Brasil. Portanto, as companhias naturalmente terão de estudar muito atentamente o que é que está nesse contrato", frisou.

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