Petroleiras se recuperam e Ibovespa sobe 1,14%

A bolsa brasileira se recuperou nesta terça-feira, saindo das mínimas desde fevereiro com o repique das ações de empresas de petróleo e com a diminuição das notícias negativas sobre o déficit dos Estados Unidos e sobre a dívida de países europeus.

SILVIO CASCIONE, REUTERS

20 de abril de 2011 | 15h01

O Ibovespa subiu 1,14 por cento, a 66.158 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 5,56 bilhões de reais.

No exterior, o índice Dow Jones da bolsa de Nova York subiu de 0,53 por cento. Além de um cenário de menor aversão a risco, os resultados trimestrais da Johnson e Johnson favoreceram o otimismo.

Na segunda-feira, a piora na perspectiva da nota de crédito dos Estados Unidos pela agência Standard & Poor's e o medo de que a Grécia precise reestruturar a dívida provocaram a queda generalizada das bolsas e baixa de 1,9 por cento do Ibovespa.

"Tem um componente talvez mais técnico de recuperação, em razão de muitos papéis terem se enfraquecido bastante, como de siderurgia e da OGX", disse Leonardo Bardese, operador da corretora BGC Liquidez. "Essa queda acabou sendo uma boa oportunidade de entrada", acrescentou.

A ação da OGX subiu 4,86 por cento, a 17,05 reais. Na segunda, a petrolífera de Eike Batista despencou 17,2 por cento, abalada pela decepção da maior parte do mercado com o relatório da certificadora DeGolyer and MacNaughton (D&M) sobre as reservas da companhia.

Analistas da consultoria Empiricus avaliaram a queda de segunda-feira como "exagerada" e disseram, após contato com integrantes da OGX, que os principais acionistas da empresa comprariam ações para realinhar "as expectativas."

"As ações encontram-se em um preço bastante atrativo em bolsa, com elevada probabilidade de recuperação no curto/médio prazo", afirmaram em relatório os analistas Rodolfo Amstalden e Felipe Miranda. A visão é semelhante a de Itaú, UBS e JPMorgan, que não viram surpresas negativas no relatório da D&M.

A recuperação foi apoiada também pela alta do petróleo. Esse movimento favoreceu também Petrobras, cuja ação PN subiu 0,94 por cento, a 25,73 reais

O papel preferencial da Vale avançou 1,17 por cento, a 45,73 reais.

Brasil Ecodiesel também subiu, com valorização de 1,19 por cento, a 0,85 reais, após a notícia de que a companhia, uma das maiores produtoras de biodiesel do país, negocia a incorporação da Vanguarda Participações em um negócio estimado em 1,2 bilhão de reais.

Na parte de baixo do índice, CPFL teve a maior queda, de 1,72 por cento, a 46,36 reais. Outra que perdeu terreno foi a operadora de telefonia celular Vivo, em baixa de 1,2 por cento, a 65,60 reais, após ter subido cerca de 30 por cento em apenas dois meses. A Telefónica assumiu recentemente a participação da Portugal Telecom na empresa.

(Reportagem de Silvio Cascione; Edição de Aluísio Alves)

Tudo o que sabemos sobre:
BOVESPAFECHAFINAL*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.