Petroleiros ainda não decidiram se entram em greve

Até amanhã os 35 mil petroleiros de todo o País devem decidir se aceitam a contraproposta de reajuste salarial apresentada pela Petrobras na semana passada. A empresa propôs reajuste de 15,5%, ante os 10,7% oferecidos anteriormente, que tinham sido rejeitados pela categoria com ameaça de greve. O porcentual apresentado pela Petrobras agora corresponde ao pedido pelos petroleiros para reposição inflacionária calculada pelo ICV-Dieese de 15,5% do período de setembro de 2002 a agosto de 2003. A proposta não acatou o aumento real de 6,8% a título de produtividade reivindicado pela categoria. Apesar de a Federação Única dos Petroleiros (FUP) ter indicado a aceitação da categoria para suas bases, os petroleiros do Rio e Pernambuco não aceitaram os índices. Vai valer no final o balanço entre todas as assembléias de cada região, que estão ocorrendo em todo o País e terminam amanhã. Além do Rio, que rejeitou a proposta, as outras duas maiores bases da categoria, São Paulo e Bahia, já realizaram assembléia, que foi favorável aos 15,5%. De acordo com a FUP, a Petrobras também concordou em revisar o processo de terceirização de serviços e renegociar a anistia de punições a movimentos grevistas. Será a primeira vez que isso acontece na história da empresa.

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