Sergio Moraes/ Reuters
Sergio Moraes/ Reuters

Petroleiros assinam acordo e põem fim à greve da Petrobrás

Informação foi confirmada pelo ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra

Amanda Pupo, O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2020 | 18h29

BRASÍLIA - O ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Ives Gandra informou nesta sexta-feira, 21, que Petrobrás e funcionários chegaram a um acordo que põe fim à greve da categoria, que durou 20 dias, e ao dissídio de greve. O acordo foi possível após reunião de conciliação que começou na manhã desta sexta-feira, na sede do TST em Brasília, com a mediação do ministro.

"O acordo foi no sentido de encerrar a greve. Não há mais margem para paralisação", afirmou o ministro. Gandra explicou que foi estabelecido que metade dos dias parados serão descontados e a outra metade, compensados.

"O motivo da greve foi resolvido, que era a tabela de turnos", afirmou Gandra após a reunião, acrescentando que as questões da tabela e de multas foram resolvidas. Segundo ele, os trabalhadores conseguiram que seja estabelecida uma tabela de turnos de acordo com a conveniência deles.

"A Petrobrás voltou atrás em relação à tabela de turnos", disse, acrescentando que a estatal terá 25 dias para reorganizar os turnos.

Com relação à Araucária Nitrogenados (Ansa), fábrica de fertilizantes no Paraná, Gandra informou que haverá uma mediação separada do processo e, na próxima quinta, a questão será discutida.

"Vamos discutir possíveis vantagens e remanejamento de trabalhadores da Ansa", disse. Pelo menos 400 trabalhadores da Ansa foram demitidos, o que seria um dos pontos de divergência entre estatal e funcionários.

 

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