AP Photo/Silvia Izquierdo
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Petroleiros decidem entrar em greve na próxima quarta-feira

Paralisação de 72 horas reivindica a demissão do presidente da Petrobrás, a redução dos preços de combustíveis, entre outras medidas

Fernanda Nunes e Vinícius Neder, O Estado de S. Paulo

26 Maio 2018 | 21h07

RIO - A Federação Única dos Petroleiros (FUP), representante de empregados da Petrobrás, decidiu neste sábado, 26, que vai começar a se manifestar sobre uma lista de reivindicações e pretende iniciar uma greve a partir da próxima quarta-feira, 30. A greve deverá ter duração de 72 horas. A informação é de uma fonte que não quis se identificar.

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A lista de reivindicações da FUP inclui cinco pontos, sendo um deles é a demissão do presidente da companhia, Pedro Parente. Os sindicalistas pedem também a redução dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha; a manutenção de empregos e retomada da produção interna de combustíveis; o fim da importação de derivados de petróleo; e a desmobilização do programa de venda de ativos promovido pela atual gestão da estatal. O comunicado que será enviado ainda neste sábado à empresa contesta também a presença de unidades das Forças Armadas em instalações da Petrobrás.

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De acordo com a fonte, a greve a ser iniciada em 30 de maio se estenderá até as 23h59 de 1º de junho. Já neste domingo, 27, a troca de turnos será atrasada em algumas refinarias (que tiveram participações colocadas à venda), o que deve deixar a operação mais lenta. Foram incluídas no programa de desinvestimento a Rlam, na Bahia; a Abreu e Lima, em Pernambuco, a Refap, no Rio Grande do Sul, e a Repar, no Paraná.

Trabalhadores da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) já cruzaram os braços no turno de 8 horas a 16 horas deste sábado, em solidariedade ao movimento de greve dos caminhoneiros, informou o Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro-RS).

Segundo a assessoria de imprensa da Petrobrás, a operação não foi afetada. Isso porque os trabalhadores do turno anterior (entre meia-noite às 8 horas) assumiram os trabalhos. A diretora de comunicação do Sindipetro-RS, Élida Maich, informou que a paralisação foi decidida por cerca de 70 petroleiros reunidos na porta da Refap, na entrada do turno das 8 horas.

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A entrada da Refap foi bloqueada por manifestantes desde o início do movimento grevista dos caminhoneiros. Segundo a Petrobrás, há bloqueios em várias refinarias, mas nenhuma unidade teve impacto na operação de produção.

Na semana retrasada, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) aprovou greve por tempo indeterminado, mas sem definir uma data. A entidade divulgou um calendário que previa a definição da data de início da greve para o próximo dia 12, mas o Sindipetro-RS resolveu se antecipar ao movimento com a ação localizada na Refap. “Como os petroleiros são contra a política de aumento de combustíveis, entramos em solidariedade aos caminhoneiros”, afirmou Elida. 

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