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Petroleiros dizem que greve atinge 14 refinarias da Petrobrás  

Além de mudanças na Previdência e cortes na Educação, os petroleiros protestam contra o que classificam de desmonte da Petrobrás, referindo-se ao Plano de Desinvestimentos da companhia que foi liberado pelo Supremo Tribunal Federal (STF)

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2019 | 12h08

RIO - A Federação Única dos Petroleiros (Fup) atualizou, na manhã desta sexta-feira, 14, os números da greve geral que foi convocada para esta sexta-feira em todo País contra a reforma da Previdência e os cortes feitos pelo governo de Jair Bolsonaro no setor educacional. Segundo a federação, subiram de nove para 14 as unidades da estatal atingidas pelo movimento, localizadas em 12 Estados, sendo 10 refinarias.

"Com a adesão nesta manhã dos petroleiros da Refinaria de Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor), já são 10 as unidades de refino sem trocas de turnos", informou a Fup.

A estatal confirmou ainda que algumas unidades operacionais da empresa no País não tiveram troca de turnos dos empregados, devido aos protestos contra a reforma da Previdência e cortes na educação. Sem dar números, explicou que já tomou todas as medidas para manter o funcionamento das suas operações.

"A companhia tomou todas as medidas para garantir a continuidade da produção de petróleo e gás, o processamento em suas refinarias, bem como o abastecimento do mercado de derivados e as condições de segurança dos trabalhadores e das instalações", disse em nota.

Além de mudanças na Previdência e cortes na Educação, os petroleiros protestam contra o que classificam de desmonte da Petrobrás, referindo-se ao Plano de Desinvestimentos da companhia que foi liberado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a entidade, os petroleiros não entraram para trabalhar no turno da zero hora no Terminal Aquaviário de Suape, em Pernambuco, na Termelétrica Aureliano Chaves, em Minas Gerais, na SIX (unidade de processamento de xisto, no Paraná), e na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia.

Na bacia de Campos, a categoria está desde as primeiras horas do dia realizando Operação Padrão nas plataformas, com a execução de todos os procedimentos com o máximo de rigor e critério possível.

Pela manhã, a greve ganhou o reforço dos trabalhadores da Transpetro e das demais unidades do Sistema Petrobras. A categoria também participará dos atos unificados desta sexta, convocados pelas centrais sindicais, nas principais cidades e capitais do País.

Procurada, a Petrobras ainda não se manifestou sobre a greve nesta sexta-feira. Ontem, disse que iria manter o abastecimento normalizado.

No Rio, a previsão é de que haja uma concentração de trabalhadores às 15h na Candelária, no Centro da Cidade, que deve contar com a adesão dos empregados da Eletrobras, que também estão em negociação salarial.

De acordo com o presidente da Associação dos Empregados da Eletrobras (Aeel), Emanuel Mendes, houve adesão de 80% no prédio administrativo da empresa no Centro do Rio, mas a estatal ainda não se pronunciou sobre o assunto. "Só a diretoria entrou", disse Mendes ao Broadcast.

Na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) não houve adesão à paralisação, informou a assessoria.

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