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Petroleiros e Petrobras fecham acordo para fim da greve

Sindicato diz que interrompeu paralisação, que durou cinco dias, porque a estatal atendeu às reivindicações

Peter Murphy e Denise Luna , da Reuters ,

27 de março de 2009 | 17h14

A Federação Única dos Petroleiros decidiu encerrar uma greve de cinco dias nesta sexta-feira, depois de alcançar um acordo com a Petrobras sobre condições de trabalho e benefícios, afirmou João Antonio de Moraes, coordenador da entidade.

 

Moraes explicou que, após quatro dias de negociações com a Petrobras encerradas na sexta-feira à tarde, a estatal fez concessões relacionadas a todas as principais demandas do setor. A categoria pleiteava maior participação nos lucros da empresa e melhores condições de segurança, além do pagamento de horas extras nos feriados, entre outras reivindicações.

 

Ele explicou ainda que os petroleiros vão retornar aos poucos a seus trabalhos a partir desta sexta-feira. "Acabamos de ter uma reunião produtiva com a Petrobras e por causa disso a greve não irá continuar", disse Moraes à Reuters.

 

Moraes afirmou que os sindicatos ligados à FUP vão se reunir em assembleias em seus Estados para decidir sua posição sobre o acordo, enquanto os trabalhadores em vários locais voltarão aos seus postos de trabalho.

 

Ele explicou que se qualquer dos sindicatos não aprovar o acordo, uma nova paralisação poderia ser iniciada, mas não imediatamente. Procurada pela Reuters, a Petrobras disse não ter informação imediatamente sobre o assunto.

 

A greve dos petroleiros obrigou a Petrobras a acionar suas equipes de contingência - formadas por técnicos e gerentes da companhia -, para garantir o abastecimento do país. Segundo a Petrobras, em nenhum momento da greve a produção e o abastecimento foram interrompidos a ponto de prejudicar a população.

 

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, admitiu na quarta-feira, durante audiência pública na Câmara dos Deputados, que os volumes afetados pela greve eram pequenos em relação à produção da companhia, atualmente em torno dos 2 milhões de barris diários.

 

Segundo a FUP, no primeiro dia de greve a plataforma P-34 chegou a ter sua produção de 60 mil b/d suspensa, o que foi negado pela estatal.

 

Os sindicalistas informaram também que tomaram o controle do bombeio de petróleo no terminal da companhia em São Sebastião, que abastece quatro refinarias em São Paulo. A estatal confirmou a informação, mas disse que uma equipe de contingência assumiu a operação no mesmo dia e o bombeio foi normalizado.

 

No ano passado, uma greve chegou a interromper por algumas horas os trabalhos, afetando a produção em mais de 100 mil barris. Mas a situação foi rapidamente normalizada pelas equipes de contingência.

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