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Petroleiros iniciam paralisação na 3ª contra licitações da ANP

Protesto em nove Estados, segundo federação, não deve afetar operações da Petrobras, que não se manifestou

Kelly Lima, da Agência Estado,

16 de dezembro de 2008 | 11h12

Cerca de 25 mil petroleiros, de um total de 40 mil, paralisaram nesta terça-feira, 16, suas atividades em protesto contra a realização da 10ª Rodada de Licitações de Áreas Exploratórias da Agência Nacional do Petróleo (ANP), prevista para ocorrer nos próximos dias 18 e 19 de dezembro. Os primeiros dados sobre a paralisação no País ainda estão sendo levantados pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), que informou este balanço parcial sobre a paralisação iniciada à zero hora. Veja também:Manifestantes deixam reunião no ministério frustrados O caminho até o pré-sal Mapa da exploração de petróleo e gás A paralisação terá 24 horas, explicou o coordenador da FUP, José Antônio de Moraes. Estão parados trabalhadores dos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Amazonas. Há também alguns focos de paralisação entre terceirizados, mas a FUP não soube informar quantos seriam. Petrobras A Petrobras ainda não se manifestou sobre a paralisação e não informou de que maneira isso pode afetar a produção e o refino. Historicamente, paradas de até 24 horas não oferecem prejuízo à empresa, porque ainda não permitem a suspensão de atividades de produção ou refino. Há a manutenção dos trabalhos por funcionários que permanecem na empresa, em substituição aos que não puderam entrar para iniciar seu turno.  "Nosso objetivo não é prejudicar a empresa ou a produção, mas apenas enviar um recado sobre o que não concordamos na atual Lei do Petróleo", disse Moraes. A Federação defende que, após as descobertas das mega reservas do pré-sal na Bacia de Santos, haja uma revisão do marco regulatório que impeça a concessão de novas áreas exploratórias a empresas privadas.  A 10ª Rodada já é um reflexo desta preocupação que também é do governo federal. Enquanto não terminam os trabalhos de Comissão Interministerial criada para discutir um novo marco para o petróleo, o leilão da ANP deste ano oferece apenas blocos em terra, o que afasta qualquer possibilidade de uma reserva de grande porte, semelhantes às do pré-sal brasileiro, serem arrematadas. Justiça Mesmo assim, a FUP informou já ter impetrado diversas ações judiciais em vários pontos do País para tentar obter uma liminar que casse o leilão na próxima quinta-feira. "Se não houver desistência da realização deste leilão, aí sim vamos partir para uma paralisação mais pesada", ameaçou Moraes.  Além da parada da produção, ocorrida com a interrupção da entrada dos funcionários do turno da zero hora, a FUP está realizando uma série de manifestações de protesto em todo o País. Na última segunda, manifestantes invadiram o Ministério de Minas e Energia em Brasília. Para esta quarta, estava programada uma manifestação de protesto na região central do Rio, nas proximidades da Candelária, mas a chuva atrapalhou o protesto, que não reuniu o número esperado de sindicalistas de acordo com a organização. Um balanço nacional do protesto deve ser divulgado por volta do meio-dia.

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