Petroleiros iniciam paralisação no RJ e discutem greve nacional

Preocupações com a interrupção da produção no País ajudaram a commodity a superar os US$ 147 o barril

Clarissa Mangueira e Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

14 de julho de 2008 | 06h14

Funcionários da Petrobras interromperam, na madrugada desta segunda-feira, 14, a extração em 13 plataformas na bacia de Campos, no Rio de Janeiro, iniciando uma paralisação de cinco dias. O número de adesão de plataformas foi fornecido pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF). A Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirmou que deve se reunir na terça-feira com mais 11 sindicatos de trabalhadores do setor de petróleo, para debater uma possível paralisação em caráter nacional. A informação é do coordenador da FUP, Hélio Seidel.   Veja também:  Preço do petróleo em alta   Segundo o coordenador, há uma reivindicação dos trabalhadores, de aumento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que abrange todos os trabalhadores da categoria no Brasil. "Esse assunto será debatido sim. Esse é um tema que abrange toda a categoria", disse.   Preocupações sobre a paralisação ajudaram os preços do petróleo a alcançar um novo recorde, acima dos US$ 147 o barril, na última sexta-feira. A bacia de Campos corresponde a mais de 80% da produção brasileira de petróleo cru de 1,8 milhão de barris/dia, ou cerca de 2% do suprimento mundial.   A reivindicação para esse protesto no RJ é outra, e refere-se à medição de jornada de trabalho dos petroleiros, assunto o qual Petrobras e trabalhadores não conseguiram chegar a um acordo. Na análise de Seidel, a boa adesão ao movimento pode estimular outros sindicatos a participarem de um protesto em escala nacional, em prol da PLR. "Vamos ver o que será debatido amanhã. Esse assunto com certeza entrará em discussão", disse.   Segundo estimativas do Sindipetro-NF, a paralisação de 13 plataformas corresponde a uma redução, na produção, de 400 mil barris de petróleo ao dia.   A Petrobras disse que poderia adotar um plano de contingência para manter a produção nas plataformas, mas o diretor da FUP, José Genivaldo Silva, garantiu que os trabalhadores resistiriam a qualquer tentativa. A companhia não quis comentar a greve.   Texto atualizado às 9h30

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