Petroleiros iniciam paralisações temporárias de até 2h

Com a categoria dividida, os petroleiros começaram nesta quarta-feira a fazer paralisações temporárias contra o reajuste no piso do programa de participação dos lucros proposto pela Petrobras. Até terça-feira, se não houver acordo, os empregados da petroleira e das subsidiárias ameaçam greve por tempo indeterminado.

SABRINA VALLE E SERGIO TORRES, Agencia Estado

20 de julho de 2012 | 13h24

Na tentativa de evitar que os cerca de 75 mil funcionários do Sistema Petrobras (empresa controladora mais subsidiárias) acompanhem outras categorias do serviço público federal e entrem em greve geral, a petroleira apresentou à Federação Única dos Petroleiros (FUP) e à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) a proposta de acréscimo de R$ 2.056 ao piso da cota de Participação de Lucros e Resultados (PLR) de 2011.

FUP e FNP divergem sobre a proposta. Para a FUP, criticada pelo suposto apoio a ações do governo federal desde a primeira gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o aumento do piso do PLR, hoje em R$ 16,5 mil, é aceitável. Para a FNP, não é.

A FNP defende um porcentual maior para o PRL, 25% do que recebem os acionistas, no limite do que a lei permite. "Rejeitamos a proposta e faremos indicativo de greve", afirmou Emanoel Cancella, do SindPetro-RJ.

Enquanto a categoria não chega a um consenso, o projeto de greve geral a partir desta quinta-feira foi esquecido, pelo menos até segunda-feira, quando deve ser definido ou não o início do movimento para o dia seguinte.

Até lá, os petroleiros fazem paradas de até duas horas. Das 13h às 15h de hoje (18), a paralisação foi no Centro Nacional de Controle de Operacional da Petrobras Transporte (Transpetro), centro do Rio. A adesão foi pequena. Segundo a subsidiária, não houve impacto nas atividades.

Parcial

A partir desta quinta-feira e até segunda-feira, os petroleiros do Pará, Maranhão, Amapá e Amazonas vão parar por algumas horas. No Estado do Rio, paralisações ocorrerão amanhã e sexta-feira, quando começam as interrupções em Alagoas e Sergipe.

Desde hoje, o trabalho em unidades em São José dos Campos e no litoral de São Paulo (São Sebastião, Santos, Caraguatatuba e Itanhaém) vem sendo paralisado de maneira parcial.

O temor de que uma greve geral atrase mais ainda os projetos da Petrobras levou a presidente Graça Foster e o diretor Corporativo e de Serviços, José Eduardo Dutra, a encontraram-se no dia 11 com as lideranças petroleiras para tentar convencê-las a não aderir ao movimento do funcionalismo federal. Não houve acordo na ocasião.

Tudo o que sabemos sobre:
GREVEPETROLEIROS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.