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Petroleiros paulistas fazem greve contra leilão de Libra

Categoria anuncia paralisação por tempo indeterminado; certame ocorrerá nesta segunda

ALINE BRONZATI, Agencia Estado

19 de outubro de 2013 | 12h01

São Paulo - Os petroleiros do litoral paulista decidiram entrar em greve por tempo indeterminado contra o leilão de Libra, o primeiro a ser licitado no pré-sal brasileiro. Durante assembleia realizada na noite dessa sexta-feira, 18, a categoria afirmou que também reivindica aumento de 16,53% no salário-base no âmbito das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2013.

O corte na entrada dos turnos estava previsto para iniciar a partir das 23h e 0h desta sexta-feira, conforme informações no site do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista. A categoria vinha fazendo, na Baixada Santista, atrasos de 3h na entrada dos trabalhadores de turno na Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, em Caraguatatuba, e também nas plataformas de Merluza e Mexilhão, desde a última quinta-feira, 17, por meio da emissão de Permissão de Trabalho (Pts).

A Federação Única dos Petroleiros (FUP), ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), afirmou nessa sexta que houve mais adesões à greve iniciada pela entidade na quinta-feira. A paralisação em algumas unidades chegaria a 100%.

Durante assembleia dessa sexta foram colocadas em votação duas propostas: manutenção dos atrasos ou evolução dos protestos para greve. Segundo o Sindicato, votaram a favor dos atrasos 43 trabalhadores. Já a greve por tempo indeterminado teve a adesão de 113 sindicalistas.

Os grevistas vão avaliar a paralisação no final da próxima terça-feira, 22, em nova assembleia. "Até lá, a categoria estará de braços cruzados. É greve pra valer", destaca o sindicato, por meio de nota, em seu site.

Segundo o sindicato, o envio de mais de mil homens da Força Nacional e do Exército para o hotel no Rio de Janeiro, onde será realizado o leilão, é uma amostra de que, por um lado, o governo está acuado com as mobilizações feitas no País desde junho. Para a categoria, o governo tentará "a todo custo" entregar uma "riqueza inalienável ao estrangeiro".

O ministro da Defesa, Celso Amorim, classificou a situação como "excepcional" e disse que o objetivo da operação de segurança é garantir a realização do leilão, agendado para a próxima segunda-feira, 21.

O sindicato define o leilão como um "crime de lesa-pátria". "Se o governo quer nos derrotar com o Exército, temos em nossas mãos - ao lado da juventude e dos demais trabalhadores nas ruas - a capacidade de parar a maior companhia do país", afirmou.

Até a noite dessa sexta-feira, 19 ações judiciais pediam a suspensão do leilão, segundo informou a Advocacia-Geral da União (AGU). Para as autoras das ações, há ilegalidades no modelo de negócio proposto.

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