Petroleiros programam paralisação de 24 horas

Entidades do setor decidiram aderir ao chamado de Dia Nacional de Lutas com Greves e Paralisações, idealizado pelas centrais sindicais e marcado para esta quinta-feira, 11

André Magnabosco, da Agência Estado,

10 de julho de 2013 | 12h44

SÃO PAULO - A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), as duas entidades que representam os petroleiros no Brasil, já definiram a participação naquele que está sendo chamado de Dia Nacional de Lutas com Greves e Paralisações, idealizado pelas centrais sindicais e marcado para esta quinta-feira, 11. A proposta da categoria prevê interromper as atividades por um prazo de 24 horas, mas sem efeito direto nas operações das companhias, caso da Petrobrás.

O coordenador geral da FUP, João Antônio de Moraes, explica que a mobilização começará no início do dia. "Pela manhã, os sindicatos estarão nos locais de trabalho para cortar o ponto de rendição", explicou. A proposta prevê que os funcionários que iniciariam o turno para render os empregados que trabalharam na madrugada não assumam seus postos. "Esse pessoal irá para as ruas", complementou Moraes.

A FUP ainda avalia qual será o grau de adesão de todas as bases vinculadas à entidade, uma vez que algumas reuniões dos representantes dos trabalhadores estão agendadas para a tarde de hoje, quarta-feira, 10. Já está certo, porém, que trabalhadores ocuparão as avenidas Paulista, em São Paulo, e Presidente Vargas, no Rio de Janeiro, além da Praça Sete de Setembro, em Belo Horizonte. Moraes estima que apenas o pessoal de turno da Petrobrás reuniria 30 mil pessoas. O número de terceirizados ligados à Petrobrás em todo o País supera 300 mil pessoas.

A Petrobrás já informou, em nota, que adotará as "medidas necessárias" para garantir a normalidade de suas operações. Com isso, acredita que não sofrerá com "qualquer prejuízo às atividades da empresa e ao abastecimento do mercado".

Moraes explica que o objetivo da paralisação não é, de fato, causar prejuízos aos processos produtivos das companhias. A opinião é compartilhada pelo secretário-geral da FNP, Ademir Parrela. "Nossa prioridade é promovermos uma mobilização contra o leilão de petróleo da área de Libra e a favor da moralização da política no País", destacou o sindicalista, que também é diretor do Sindipetro Litoral Paulista.

Na baixada paulista, a FNP prevê mobilizações nas cidades de Santos, Cubatão, São Vicente e Guarujá. A FNP também confirmou a participação de sindicatos do Rio de Janeiro, São José dos Campos (SP), além de Pará, Amapá, Amazonas, Sergipe e Alagoas, em um universo de aproximadamente 40 mil pessoas. "O brasileiro está saturado. Queremos que o político olhe mais para o povo", disse Parrela.

A pauta de reivindicações abrange, além do leilão de Libra e da corrupção na política brasileira, o Projeto de Lei 4330, que aborda a terceirização nos serviços público e privado. "Sob o pretexto de regulamentar a terceirização, o PL pretende ''precarizar'' a situação da terceirização", acusa o coordenador geral da FUP. A lei, entre outros pontos, abre espaço para a contratação de terceirizados para as atividades-fins da empresa.

As entidades também apoiam outros temas encampados pelas centrais sindicais, como a redução da jornada de trabalho, o fator previdenciário, a reforma agrária e a necessidade de investimentos em educação, saúde e segurança.

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