Petroleiros protestam com atraso de turnos em SP

Insatisfeitos com as propostas salariais apresentadas pela Petrobras, o Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP) iniciou nesta quinta-feira uma manifestação por tempo indeterminado. Desde as 7 horas, cerca de 2.500 petroleiros vão atrasar por três horas a troca de turnos na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão, nos terminais da Transpetro em Santos (Alemoa), Cubatão (Pilões) e São Sebastião (Tebar), e nas plataformas de Merluza e Mexilhão. O movimento integra uma manifestação que envolve outros quatro sindicatos do País, liderados pela Federação Nacional dos Petroleiros (FNP)

REJANE LIMA, Agencia Estado

23 de setembro de 2010 | 17h08

A decisão de atrasar os turnos foi tomada em assembleia realizada na noite de quarta-feira na sede do sindicato, em Santos, e contou com a participação de mais de 600 petroleiros.

De acordo com o presidente do Sindipetro-LP, Ademir Gomes Parrela, o atraso na troca de turnos foi a maneira encontrada pelos trabalhadores de prejudicar o andamento da operação da empresa sem onerar os funcionários, que em greve podem acabar tendo os dias parados descontados do salário. "Estamos pedindo aumento real de 10% e a revisão nas perdas de 1994 para cá e a empresa ofereceu apenas 5,16% de reposição", disse Parrela.

Em nota, a Petrobras informou que as operações em todas as instalações industriais e administrativas da Unidade de Operações de Exploração e Produção da Bacia de Santos (UO-BS) ocorrem normalmente no dia de hoje.

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