Petroleiros rejeitam proposta da Petrobras e mantêm paralisações

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Petrobras não chegaram a um acordo na reunião de ontem, sobre a contraproposta da estatal para as reivindicações dos trabalhadores por conta da data-base, em setembro. Segundo a FUP, a Petrobras manteve sua proposta anterior de repor apenas a inflação pelo ICV/Dieese, de 7,81%, ante os 13,2% de reajuste reivindicados pelos petroleiros, e não avançou nas demais reivindicações dos trabalhadores. A empresa deverá apresentar nova contraproposta na sexta-feira, dia 8.Enquanto isso, as paralisações dos petroleiros em todo o País continuam e se expandem. Prosseguem as paralisações surpresa de 24 horas até meia noite de sexta-feira, de forma alternada, atingindo a cada dia unidades diferentes da Petrobras.São elas: a Refinaria do Vale do Paraíba (Revap), em São José dos Campos (SP); Terminal de Alemoa, em Santos (SP); Terminal do Rio Grande do Sul (Tedut); Terminal de Mossoró e áreas de produção do Rio Grande do Norte; Terminal de Belém, no Pará, e a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados, na Bahia.Refinaria no RJNa Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Estado do Rio de Janeiro, cuja paralisação havia sido iniciada na segunda-feira passada, os trabalhadores decidiram em assembléia na manhã de hoje suspender o movimento.O objetivo das mobilizações é pressionar a direção da empresa a atender as principais reivindicações dos petroleiros, que estão em campanha reivindicatória desde o início de agosto, de acordo com a FUP.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.