Petróleo ainda preocupa investidores

O preço do petróleo continua deixando os investidores apreensivos. A princípio, não se acredita que a alta do petróleo poderá reverter o otimismo com a economia brasileira, mas admite-se que podem ocorrer ajustes. O temor é que, com a alta do preço do petróleo, o reajuste dos combustíveis seja inevitável e isso afetaria os índices de inflação. Com isso, a expectativa dos analistas é que a taxa básica de juros - Selic - fique no patamar de 16,5% ao ano. A taxa será reavaliada na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que acontece hoje e amanhã. Apesar da alta da Nasdaq - bolsa norte-americana que negocia papéis do setor de tecnologia e Internet -, que no final da manhã registrava alta de 2,12%, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não reagiu. Há pouco operava com pequena alta de 0,35%. O volume de negócios também reflete o desânimo no mercado financeiro. Na primeira parte do pregão, estava em R$ 250 milhões.Operadores afirmam que as perspectivas para a Bolsa continuam boas no médio prazo prazo. Porém, no curto prazo, a alta do preço do petróleo e seus impactos sobre a economia e os mercados mundiais acabam depreciando as ações. Os bancos que apostavam no cenário positivo para o mercado acionário e, por isso, compraram papéis de empresas, resistem por algum tempo. Mas, quando a instituição chega em seu limite de perdas, ela começa a vender ações, o que prejudica ainda mais o desempenho da Bolsa, já que o volume das vendas é grande e o valor de negociação das ações é baixo em relação ao preço justo do papel.No mercado de juros, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 17,400% ao ano, frente a 17,470% ao ano registrados ontem. O dólar comercial foi a grande surpresa. Depois de chegar ontem ao patamar de R$ 1,8590 ontem, a cotação da moeda norte-americana recuou e há pouco era vendida no valor mais baixo registrado hoje - R$ 1,8520 - queda de 0,38% em relação ao fechamento de ontem.

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