Petróleo amplia alta por Líbia e derruba índices asiáticos

Os conflitos na Líbia e o temor de que as revoltas populares cheguem a outros países produtores de petróleo na região levaram o petróleo Brent à máxima em 29 meses nesta quinta-feira, acima de 113 dólares, alimentando preocupações sobre uma desaceleração no crescimento econômico global e derrubando as bolsas de valores asiáticas.

IAN CHUA, REUTERS

24 de fevereiro de 2011 | 08h34

Em TÓQUIO, o índice Nikkei 225 fechou em baixa de 1,2 por cento, enquanto as ações do resto da Ásia perdiam 1,25 por cento às 8h24 (horário de Brasília).

Líderes mundiais condenaram a repressão violenta de Muammar Gaddafi à revolta que dividiu a Líbia, mas pouco fizeram para impedir o derramamento de sangue na mais recente insurgência popular do mundo árabe.

"Os investidores já sabiam que um ajuste viria após o rali, e a turbulência na Líbia deu ao mercado uma boa oportunidade para entrar em um ajuste", disse Makoto Kikuchi, CEO da Myojo Asset Management Japan, sobre a bolsa de Tóquio.

Outros mercados da Ásia mostraram sinais de estabilização após dois dias seguidos de perdas, mas o tom geral continuou cauteloso, com receio de que os preços mais elevados de energia prejudiquem os lucros corporativos e aumentem as pressões inflacionárias globais.

Em SYDNEY, o índice S&P/ASX 200 caiu 0,8 por cento, e em SEUL, o KOSPI recuou 0,6 por cento. Em HONG KONG, o índice caiu 1,34 por cento, enquanto a bolsa de XANGAI subiu 0,56 por cento.

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