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Petróleo atinge maior nível em 6 meses, acima de US$ 66

Preços saltam 30% no mês, impulsionados pelas expectativas de recuperação global ainda neste ano

Reuters,

29 de maio de 2009 | 10h42

O petróleo atingiu o maior nível em seis meses nesta sexta-feira, 29, acima de US$ 66o barril, após dados do Japão e dos Estados Unidos sugerirem que a contração econômica pode estar se arrefecendo.

 

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Os preços do petróleo saltaram cerca de 30% neste mês, impulsionado pelas expectativas de uma recuperação econômica global ainda este ano e por uma previsão altista para os preços por parte da Arábia Saudita, que é membro da Opep.

 

Por volta das 10h05, o contrato julho negociado nos EUA subia US$ 0,88, para US$ 65,96 o barril, depois de atingir US$ 66,25, o maior nível desde o início de novembro do ano passado. Em Londres, o Brent subia US$ 0,91, para US$ 65,30.

 

Dados divulgados na sexta-feira mostraram que a produção industrial do Japão subiu 5,2% em abril na comparação mensal, e o governo afirmou esperar que os ganhos se mantenham em junho.

 

Dados melhores sobre as encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos divulgados na quinta-feira também reforçaram a ideia de que a contração econômica pode estar diminuindo, apesar do relatório decepcionante de vendas de moradias nos EUA e das preocupações com as dívidas governamentais do Ocidente.

 

"Os preços do petróleo estão subindo apesar de fundamentos fracos", disse David Hufton, diretor da corretora PVM em Londres. "Eles estão subindo porque os especuladores acreditam que o fundo tenha sido atingindo e que a recuperação econômica esteja para acontecer."

 

Outro dado que deu suporte foi o relatório da Administração de Informação de Energia sobre os estoques de petróleo nos EUA, que caíram 5,4 milhões de barris na semana até 22 de maio, bem acima das expectativas de analistas, que segundo pesquisa da Reuters esperavam uma queda de 700 mil barris, já que as refinarias aumentaram a produção antes da temporada de verão.

 

A decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo na quinta-feira, de manter estável a produção também ajudou a impulsionar os preços. O grupo aposta em um fortalecimento da economia mundial e em sinais de um aumento da demanda.

 

Analistas afirmaram que a declaração da Arábia Saudita nesta semana, de que a economia global poderia agora lidar com o barril a US$ 75-US$ 80 demonstrou uma mudança na postura do maior produtor mundial, que até recentemente indicava que ficaria satisfeito com um preço menor para ajudar na recuperação econômica.

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