Petróleo atinge nova máxima histórica de US$ 44,40 o barril

O contrato futuro do petróleo cru voltou a renovar sua máxima histórica no início da tarde desta quinta-feira, de US$ 44,40 o barril, confirmando análises de que a trégua de ontem seria breve. A senha para as compras dos contratos foi a notícia de que o Ministério da Justiça da Rússia anulou a decisão, tomada ontem, que tinha descongelado as contas da companhia petrolífera Yukos para que ela mantivesse sua produção e transporte de petróleo. A empresa produz 1,7 milhão de barris por dia. Sem esse petróleo, outros países teriam de suprir a lacuna (veja mais informações no link abaixo).A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) assegurou ontem que, se houver necessidade, poderia ampliar a produção em 1 milhão a 1,5 milhão de barris por dia, imediatamente. Mas o mercado mostra-se cético sobre essa capacidade excedente do cartel.Nesse cenário de incerteza sobre o petróleo russo, e considerando a queda de ontem, os investidores entraram, timidamente, no bloco de compradores no pregão da International Petroleum Exchange e na sessão eletrônica da Nymex. Mas com abertura da sessão regular da Nymex, o movimento de compras ganhou vigor. O petróleo cru para setembro bateu em nova máxima de US$ 44,40 o barril, em negócios efetivos.PreçosPor volta das 13h50, petróleo tipo cru valia US$ 44,26 o barril, com alta de 3,25%. Na International Petroleum Exchange (IPE), em Londres, o petróleo tipo brent para setembro renovou a máxima histórica, batendo em US$ 41,30 o barril. Instantes atrás, esse contrato valia US$ 41,10 o barril, com alta de 3,53%. "Estamos em um mercado sem vendedores", comentou um operador. As informações são da Dow Jones.

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