Petróleo bate nova máxima histórica de US$ 44,24 o barril

O contrato futuro do petróleo cru para setembro atravessou hoje o nível de US$ 44,00 o barril, atingindo a máxima histórica de US$ 44,24, no sistema eletrônico da New York Mercantile Exchange (Nymex), com as incertezas sobre o destino da companhia petrolífera Yukos ajudando a alavancar os preços. Nesta manhã, o contrato do cru era negociado a US$ 44,00 o barril, com alta de US$ 0,18 (0,41%). Na International Petroleum Exchange (IPE), em Londres, o contrato do brent para setembro renovou sua máxima em 14 anos ao ser negociado a US$ 40,40 o barril. O contrato valia US$ 40,29 o barril, com valorização de US$ 0,32 (0,80%). A Yukos sofreu mais um golpe ontem com a notícia de que o Ministério Tributário decidiu abrir uma investigação sobre os pagamentos e atividades da empresa durante 2002. A decisão foi interpretada pelos observadores como um indício claro de que a companhia deverá ser acionada para pagar suas dívidas fiscais relacionadas àquele ano e, possivelmente, em relação ao ano de 2003. A Yukos já recebeu ordens para pagar os US$ 3,4 bilhões devidos em 2000 e enfrenta uma cobrança dos US$ 3 bilhões relativos a 2001. Diante desse cenário, o mercado dá como certo que a empresa perderá algumas de suas unidades de produção, que respondem por uma extração de 1,7 milhão de barris por dia. Segundo estimativas dos analistas, os problemas da Yukos geraram um prêmio de US$ 13 por barril aos preços atuais. O cru fechou ontem em alta de US$ 11,50 ante os níveis do ano passado. Nos EUA, a expectativa é que os relatórios de estoques de petróleo e derivado, que serão divulgados amanhã, devem dar um outro sinal de compra para o mercado. A previsão é que os estoques de petróleo cru caíam 580 mil barris, do nível de 300,5 milhões da semana encerrada em 30 de julho, com as taxas de refino se mantendo elevadas. Se confirmada, será a quarta semana consecutiva de queda das reservas. Para completar o quadro de estímulo às compras, o presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Purnomo Yusgiantoro, afirmou que o grupo não pode aumentar, imediatamente, a produção. Segundo o presidente da Opep, a Arábia Saudita, maior produtor mundial, tem capacidade de trazer mais petróleo ao mercado, mas não no curto prazo. "Eles precisam de tempo para ampliar a produção", afirmou Purnomo. Ontem, a elevação do nível de alerta contra ações terroristas nos EUA sustentou os preços do petróleo na abertura da sessão, mas o cru fechou com alta marginal de 0,05% e o brent caiu 0,15%.

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