Petróleo bate novo recorde de alta

Em dia nervoso, os contratos de petróleo para novembro fecharam em novos recordes pela terceira sessão consecutiva em Londres (US$ 46,45, 1,13%) e Nova York (US$ 49,90, 0,52%). A alta foi impulsionada pelas crescentes preocupações sobre a oferta e expectativas de nova queda dos estoques comerciais norte-americanos. É o maior preço no mercado norte-americano desde 1983, quando o petróleo começou a ser cotado. Apesar do fechamento recorde, o barril fechou abaixo de US$ 50,00 em Nova York, depois de ter passado a maior parte da sessão acima desse valor. Analistas disseram que a alta foi contida pela promessa da Arábia Saudita de elevar a produção diária de 9,5 milhões para 11 milhões de barris nas próximas semanas, segundo a Associated Press. Pela manhã, os preços foram pressionados pelos temores de interrupção da produção da Nigéria, depois que rebeldes alertaram as companhias estrangeiras a fecharem as operações na área do delta do rio Níger. As empresas informaram que irão, por hora, ignorar a ordem, mas a Shell - que responde por metade da produção diária no país - disse que tem tomando medidas para proteger seu pessoal e que a produção está começando a ser afetada pelo conflito. Os preços também foram afetados pela expectativa de nova queda dos estoques comerciais nos EUA, após a paralisação parcial da atividade na região do Golfo do México por causa das tempestades. Apesar da alta recorde, as bolsa norte-americanas fecharam em leve alta. Dow Jones subiu 0,89% e a Nasdaq, 0,54%.

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