Petróleo bate novo recorde e barril supera os US$ 146

Preocupações com aumento do juro na Europa e queda do estoque dos EUA elevam preço da commodity

Efe,

03 de julho de 2008 | 07h23

O barril de petróleo Brent, de referência na Europa, bateu nesta quinta-feira, 3, outro recorde no mercado de futuros de Londres, ao superar pela primeira vez os US$ 146. A alta ocorre após o anúncio dos Estados Unidos sobre a redução de suas reservas e em meio a receios de que a elevação nos juros europeus - para 4,25% ao ano - desvalorize ainda mais o dólar, o que teria impacto nos preços de commodities.   Veja também:  Preço do petróleo em alta Como esperado, BCE eleva taxa de juro para 4,25% ao ano   O barril de petróleo do Mar do Norte para entrega em agosto era cotado às 6 horas (de Brasília) a US$ 146,34 no International Exchange Futures (ICE), para manter-se depois ao redor da barreira dos US$ 146. Enquanto isso, a cotação para o light superou US$ 145 nos Estados Unidos, uma alta de mais de 1% nos dois casos, segundo a BBC.   O contrato agosto do petróleo tipo Brent teve uma alta de 1,15% em apenas um dia. Na última quarta-feira, o barril atingiu o recorde durante as negociações de US$ 144,67 e nesta quinta já ultrapassa os US$ 146. Em dez dias, o barril negociado em Londres subiu mais de US$ 10. Em 23 de junho, o barril fechou cotado a US$ 136,06, uma alta de 7,03% em relação ao recorde desta quinta.    Os preços do petróleo duplicaram no último ano, e o anúncio dos EUA de uma queda de suas reservas superior à prevista motivou a alta nas últimas 24 horas. As reservas de petróleo nos EUA caíram dois milhões de barris na semana passada, para 299,8 milhões.   Além disso, os preços foram influenciados pelo enfraquecimento do dólar, o aumento da demanda e a preocupação com alterações na provisão do petróleo no Oriente Médio e África. Na quarta-feira, o dólar chegou ao seu patamar mais baixo dos últimos dois meses, valendo US$ 1.5891 para cada euro.   Segundo analistas, o enfraquecimento do dólar incentiva os investidores a buscarem mercados mais rentáveis. Além disso, é preciso levar em conta as situações geopolíticas, como as tensões entre EUA e o Irã pelo programa nuclear iraniano.   (com BBC Brasil e Bianca Pinto Lima, do estadao.com.br)

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