Petróleo bate novo recorde e barril supera US$ 142

Alta dos preços da commodity alimenta temores de inflação e prejudica os mercados acionários, diz analista

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

27 de junho de 2008 | 09h07

Os contratos futuros de petróleo seguem em alta firme e superaram na manhã desta sexta-feira, 27, a marca de US$ 142 pela primeira vez, registrando nova máxima histórica intraday (durante os negócios) conforme investidores se voltam às commodities em busca de melhor retorno. A fraqueza do dólar dá estímulo adicional para as compras do contrato, disseram analistas.   Veja também: Preço do petróleo em alta Efeito Dow Jones derruba bolsas na Ásia Petróleo vai a US$ 140 durante o dia, mas fecha em US$ 139   Às 8h57 (de Brasília), o petróleo WTI subia 1,10%, aos US$ 141,17 por barril. A máxima até o momento é de US$ 142,26. Na plataforma ICE, o petróleo Brent avançava 0,77%, a US$ 140,90 o barril.   "Os preços de petróleo mais altos alimentam temores de inflação e prejudicam os mercados acionários, o que, em troca, provoca mais um rali nas commodities, com investidores buscando retornos melhores", disse Andrey Kryuchenkov, da Sucden Research, em Londres.   A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) vem sendo pressionada para aumentar a produção, mas notícias recentes têm mostrado que os membros da organização estão divididos em relação à necessidade disso.   A Líbia, segundo a BBC, ameaçou reduzir a sua produção dizendo que o mercado estava bem suprido. O ministro do Petróleo do país, Shokri Ghanem, disse na quinta-feira que está examinando a possibilidade de reduzir a produção em resposta a ameaças americanas contra os produtores.     EUA tentam limitar a especulação     A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos votou na última quinta-feira, quando os preços do petróleo alcançaram uma máxima recorde, para que o mercado regulador de energia do país use seus poderes de emergência para limitar imediatamente a especulação excessiva no mercado de energia. Com 402 votos contra 19, a Câmara quer que a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) fiscalize os mercados de energia de forma mais agressiva.   A grande quantidade de votos indica que tanto o Partido Republicano como o Democrata querem que a CFTC intensifique a supervisão para verificar se a especulação está contribuindo para o aumento dos preços e esteja preparada para tomar medidas dramáticas.   As medidas podem variar desde aumentar a quantidade de dinheiro que os traders devem investir para apostar na direção dos preços de energia, até o fechamento desses mercados temporariamente. "A especulação é parte do problema", disse o republicado Chris Van Hollen. Forçar a CFTC a usar seus poderes de emergência "destaca novas ferramentas que eles não estavam usando".   Não está claro se isso irá virar lei. O Senado norte-americano não deve aceitar a medida até o mês que vem, e muitas pessoas apostam que a medida não será aprovada pelo Senado. E há o risco de que as duas câmaras precisem de uma maioria de dois terços para superar um veto presidencial. As informações são da Dow Jones.   (com BBC Brasil e Deise Vieira, da Agência Estado)

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