Petróleo bate novo recorde e chega a US$ 65

O relatório divulgado hoje pela Agência Internacional de Energia (AIE), informando que a demanda da China por petróleo será menor, não foi suficiente para conter a alta nos preços, que atingiram novo recorde nesta quinta-feira, com o barril de petróleo cru passando dos US$ 65 no mercado asiático. Em Londres, o barril do tipo Brent atinge US$ 64,09. Nos EUA, o contrato futuro para setembro sobe 0,34%, para US$ 65,12.Os preços do petróleo estão 43% mais altos do que há um ano e começaram a subir depois da morte do rei Fahd, da Arábia Saudita, no dia 1º de agosto, o que aumentou os temores de possíveis ataques e colocou em dúvida a capacidade de o maior produtor de petróleo do mundo garantir o fornecimento do produto.A preocupação do mercado aumentou no dia 8 de agosto, quando os Estados Unidos fecharam a embaixada na Arábia Saudita e autoridades britânicas alertaram para o risco "alto" de ataques terroristas.O Irã também vem causando preocupação crescente, depois de romper os lacres remanescentes na usina nuclear de Isfahan, o que permite com que as atividades de conversão de urânio no complexo sejam completamente retomadas. Depois da Arábia Saudita, o Irã é o maior produtor de petróleo que integra a Opep, a organização que reúne a maioria dos grandes exportadores do produto.Os prédios da embaixada norte-americana na Arábia Saudita foram reabertos nesta quarta-feira, mas autoridades da Grã-Bretanha e da Austrália continuam dizendo aos turistas que a possibilidade de ataques ainda existe e que o país deve ser evitado.Nos Estados Unidos, a interrupção na produção de algumas refinarias - causada por incêndios e reformas - ajudou a diminuir os estoques de gasolina nos Estados Unidos em 2,1 milhões de barris, numa época de forte demanda doméstica.

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