Petróleo bate recorde; Chávez acredita em barril a US$ 100

O barril de petróleo Brent, de referência na Europa, registrou hoje seu 10º recorde consecutivo ao superar a barreira dos US$ 74 devido polêmico programa nuclear iraniano, de enriquecimento de urânio. O barril do Brent para entrega no mês de junho foi cotado a US$ 74,22 (US$ 0,49 a mais que no fechamento do pregão anterior). Na semana passada, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, anunciou que conseguiu completar o ciclo de produção de combustível nuclear, primeiro passo no processo de enriquecimento de urânio. Com uma produção diária de quatro milhões de barris, a maioria dos quais é exportada para a China e os países da União Européia (UE), o Irã é o quarto produtor mundial de petróleo e o segundo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Embora o Governo de Teerã tenha reiterado que seu programa nuclear esteja voltado para fins civis, como a geração de energia elétrica, os EUA e a UE acham que o Irã deseja construir armas atômicas. Preço pode chegar a 100 dólares Hoje, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, advertiu hoje que o preço do barril de petróleo pode chegar a cem dólares, impulsionado entre outros fatores por uma permanente ameaça dos Estados Unidos contra o Irã. Esta é a aposta também do diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rodrigo Rato. Ele disse hoje que os preços do petróleo "provavelmente" continuarão elevados e terão um impacto maior sobre a inflação que no passado, pois a alta se deve a problemas de provisão e ao risco político.

Agencia Estado,

20 Abril 2006 | 12h42

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