Petróleo bate recorde pelo 5.º pregão consecutivo

Os contratos futuros de petróleo voltaram a subir e estabeleceram novos recordes de fechamento pela quinta sessão consecutiva em Londres e Nova York, refletindo as percepções de ameaças à oferta global da commodity. Em Nova York, os contratos de petróleo para novembro fecharam em US$ 53,64 o barril, em alta de US$ 0,33 (+0,62%). Em Londres, os contratos de petróleo brent para novembro fecharam em US$ 50,66 o barril, em alta de US$ 0,95 (+1,91%).O movimento de alta foi alimentado principalmente pelos temores de interrupção das exportações de petróleo da Nigéria e problemas na produção e importação da commodity ao longo da Costa do Golfo dos EUA. Além disso, outros dois elementos foram acrescentados as transações do dia: Iraque e o Brasil.Na Nigéria, o trabalhadores iniciaram uma greve geral de quatro dias em protesto contra o aumento de combustível anunciado pelo governo no mês passado. O movimento levou ao fechamento de grandes setores do centro comercial do país, Lagos. As companhias de petróleo instaladas na Nigéria continuam a afirmar que a greve geral não está interrompendo o fluxo de petróleo de cerca de 2,3 milhões de barris/dia, mas o mercado está preocupado, uma vez que os EUA estão precisando recompor seus estoques.Separadamente, os danos provocados pelo furacão Ivan às plataformas e oleodutos na região do Golfo do México continuam a manter cerca de um terço da produção fora de linha, de acordo com o Serviço de Administração de Minerais dos EUA. Finalmente, os preços também ganharam impulso da informação de que na sexta-feira a Federação Única dos Petroleiros (FUP) recomendou à categoria a realização de uma greve com parada na produção de petróleo e combustíveis da Petrobras entre 19 e 23 de agosto.Interrupções no fluxo de petróleo do Iraque também contribuiu para exacerbar os temores relacionadas com a oferta, disseram participantes do mercado. As exportações de petróleo do terminal do sul do Iraque foram suspensas por um dia na semana passada devido a ataques de rebeldes, que provocaram um incêndio. Os portos do sul do país, Khor al-Amaya e Basra, estavam bobeando uma média pouco acima de 1,8 milhão de barris/dia e respondem por 90% das exportações de petróleo iraquiano. As informações são da Dow Jones.

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