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Petróleo bate recorde; Petrobras sustenta alta da Bolsa

Em NY, porém, Dow Jones poderá fechar junho como o pior mês desde o começo da Grande Depressão

Da Redação,

27 de junho de 2008 | 15h13

O preço do petróleo bateu novo recorde na tarde desta sexta-feira, 27, e continua no centro das ações do mercado financeiro. O barril do produto negociado na bolsa de Nova York chegou a US$ 142,70 (às 14h43). As bolsas em Nova York têm mais um dia de forte queda. O índice Dow Jones cai 1,30% e a Nasdaq recua 1,32%. No Brasil, as ações da Petrobras sustentam a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que opera em leve alta de 0,13%.  Durante a manhã, o mercado ensaiou uma recuperação depois da divulgação do relatório norte-americano que mostrou aumento acima do esperado na renda e nos gastos pessoais em maio. Mas a forte alta do petróleo não permitiu a recuperação dos mercados. O índice Dow Jones, por exemplo, poderá fechar junho como o pior mês de junho desde o começo da Grande Depressão, em 1930. O setor de tecnologia também não ajudou, em meio a novos relatórios fracos de resultados, e os bancos seguem como um dos vilões. Analistas do Lehman Brothers calcularam que o Merrill Lynch terá US$ 5,4 bilhões em baixas contábeis no segundo trimestre, principalmente por conta do efeito de rebaixamentos recentes em seguradoras de bônus. Ontem, o Goldman Sachs anunciou previsão de US$ 4,2 bilhões em baixas contábeis no segundo trimestre para o Merrill. As ações do Citigroup seguem negociadas no menor nível desde 1997, um dia após o Goldman Sachs ter alertado para mais baixas contábeis na instituição no segundo trimestre.  Em tecnologia, os papéis da Micron Technology caíam mais de 6% com o anúncio de prejuízo da fabricante de chips, enquanto a Palm registrou prejuízo no quarto trimestre fiscal devido ao declínio da receita. A Sony Ericsson, por sua vez, alertou que suas vendas e lucro no segundo trimestre serão prejudicados pela desaceleração da demanda.  Com todos esses fatores, cresce entre os investidores um sentimento de aversão ao risco, que faz aumentar a procura por títulos americanos e commodities, com destaque também para o ouro. Além da preocupação com a inflação, o receio sobre uma recessão nos EUA e o impacto disso nas demais economias segue como pano de fundo para os negócios. Nesta sexta, uma coluna da agência Dow Jones traz como título "Recessão aqui, lá, em todo lugar", resumindo o temor da maior parte dos investidores. O colunista se baseia em avaliações do economista e professor da Universidade de Nova York Nouriel Roubini de que há uma lista longa de países com risco de uma desaceleração abrupta, além dos EUA. Reino Unido, Espanha, Irlanda, Itália, Portugal, Japão, Canadá, Nova Zelândia, Letônia, Estônia e alguns países no centro e sul da Europa estão cambaleando, diz a coluna. Alerta Em entrevista ao AE Broadcast Ao Vivo, o professor da Universidade de Nova York Nouriel Roubini alertou que os EUA já estão em recessão e que ela está ficando mais profunda. Para ele, a recessão deverá durar até 18 meses e poderá levar o banco central norte-americano a cortar o juro no fim do ano. A opinião de certa forma contrasta com a visão do mercado, que ainda não descarta uma elevação do juro nos EUA em algum momento para conter a inflação. Roubini acredita que o petróleo deverá cair entre 20% e 30% nos próximos meses, como reflexo da desaceleração global. Mas por enquanto, a tendência é de alta parece firme.

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