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Petróleo cai após anúncio de crescimento de estoques nos EUA

Alta acima da esperada em reservas leva preço a ser negociado no menor patamar em 3 meses, a US$ 117,11

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

06 de agosto de 2008 | 13h46

Os contratos futuros de petróleo operam em forte queda nesta quarta-feira, 6, depois que o aumento acima do esperado nos estoques de petróleo deu mais suporte às preocupações de desaceleração da demanda nos Estados Unidos. O declínio nas reservas de gasolina trouxe algum alívio, mas o restante do relatório não foi bem recebido pelo mercado, disseram analistas. O petróleo na Nymex chegou a ser negociado em US$ 117,11 na mínima, no menor patamar em 3 meses. Veja também: O preço do petróleo em alta Às 13h19 (de Brasília), o contrato de petróleo para setembro na Nymex eletrônica caía 0,76%, a US$ 118,28 por barril. Em Londres, o Brent recuava 0,60%, a US$ 116,99 o barril. Segundo dados do Departamento de Energia dos EUA, os estoques de petróleo nos EUA subiram 1,614 milhões de barris na semana encerrada em 1 de agosto, enquanto analistas esperavam aumento de 100 mil barris. As reservas de destilados cresceram em 2,841 milhões de barris, contra previsão de alta de 1,9 milhão de barris. Já os estoques de gasolina caíram 4,344 milhões de barris, ante expectativa de queda de 1,1 milhão de barris.  "O número de gasolina é muito positivo, mostrando que a demanda por gasolina começa a retomar", disse Jeff Schondorf, operador da MBF Clearing. Dados do DOE mostram que a demanda por gasolina subiu 0,2% em relação a semana anterior, para 9,484 milhões de barris por dia, o maior nível desde agosto passado. Mas o mesmo relatório mostrou que a demanda em comparação ao mesmo período do ano passado caiu 1% ou 91 mil barris ao dia. "A fraca demanda por outros produtos está dominando, mostrando que as refinarias estão refinando menos", ponderou Schondorf. As lentas margens de refino continuam sendo um empecilho para a produção de gasolina. As refinarias estão trabalhando com os estoques de gasolina ao invés de produzirem, o que resultou no aumento das reservas de petróleo e queda nas de gasolina, explicou Raymond Carbone, presidente da Paramount Options. Assim, a utilização das refinarias caiu para 87% na semana, de 87,2%.

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