Petróleo cai com comentário de ministro saudita

Os contratos de petróleo são negociados em baixa acentuada nos mercados internacionais, reagindo a comentários do ministro da Arábia Saudita, Ali Naimi, sobre produção. Naimi defendeu, essa manhã, que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) eleve o teto de produção dos membros do cartel em 1,5 milhão de barris por dia. Na International Petroleum Exchange (IPE), em Londres, o contrato futuro do petróleo brent para junho cai US$ 1,23 (3,32%), para US$ 35,77 por barril. No sistema eletrônico da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato futuro do petróleo cru para junho cede US$ 1,18 (2,96%), para US$ 38,75 por barril. "É certo que acreditamos que a elevação do teto de produção da Opep é essencial para manter o equilíbrio da oferta e demanda", disse Naimi, que responde pela pasta de Petróleo. Segundo o comunicado de Naimi, o aumento sobre o teto atual de 23,5 milhões de barris por dia não deveria ser inferior a 1,5 milhão de barris por dia. O ministro saudita afirmou que discutirá a situação do mercado com outros colegas da Opep durante o Fórum Internacional de Energia, que será realizado de 22 a 24 de maio, em Amsterdã (Holanda). O encontro reúne delegados dos países agrupados na Opep e representantes de outras nações produtoras, além de consumidoras.Os comentários do ministro da Arábia Saudita colocaram em segundo plano as reações à explosão de um oleoduto no sudoeste do Iraque, no sábado. Segundo autoridades do setor de petróleo, a explosão reduziu a exportação de petróleo iraquiano por um dos oleodutos, mas um outro continuava operando normalmente, fazendo com que parte do produto chegasse aos terminais offshore do Golfo Pérsico. "Mas, as exportações por meio do outro oleoduto devem voltar à normalidade em poucos dias", disse uma fonte.

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