Petróleo cai com correção técnica mas Nigéria preocupa

Os futuros de petróleo seguem em baixa nessa manhã, dando continuidade ao processo de correção iniciado ontem, após os contratos baterem novos recordes. A queda era atribuída apenas ao ajuste técnico após o recente rally de alta, com operadores do mercado londrino lembrando que os fundamentos continuam indicando espaço para que a trajetória de valorização continue. O vencimento do contrato de outubro da gasolina na terça-feira deve ajudar a estabilizar o brent na sessão de hoje, mas a situação na Nigéria deve concentrar as atenções do mercado. Os sindicatos que representam os operários da área de produção de petróleo na Nigéria recomendaram aos seus membros que paralisem as atividades de extração da commodity, mas informaram que os embarques do produto para exportação devem continuar até que os tanques de armazenamento nos terminais fiquem vazios. A convocação faz parte da greve geral, que completa hoje três dias. Ontem, o comércio em Lagos e em outras grandes cidades do país não funcionou e pelo menos duas pessoas morreram em confrontos dos manifestantes com a polícia. "Nós recomendamos aos nossos membros que interrompam a produção", confirmou o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores nas Áreas de Petróleo e Gás Natural, Peter Akpatason. Ele informou que a convocação foi atendida pelos trabalhadores e que não estava sendo bombeado nenhum petróleo novo para os tanques de armazenamento. No entanto, fontes do governo e da Total S/A informavam que o abastecimento transcorria sem dificuldades. De sua sede em Paris, a Total S/A informou que estava produzindo normalmente na Nigéria, mas fontes de outras companhias multinacionais que operam no país africano não quiseram confirmar ou negar informações sobre interrupções na produção.

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